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Botox pode melhorar sintomas da hiperplasia benigna da próstata

segunda-feira, 28 de maio de 2007
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Botox pode melhorar sintomas da hiperplasia benigna da próstata
 

Pesquisa divulgada na Associação Americana de Urologia, na Califórnia, realizada por pesquisadores de Taiwan, na Universidade de Pitsburgo, mostrou que apenas uma injeção de Botox (toxina botulínica) na próstata pode melhorar os sintomas e a qualidade de vida de três em cada quatro homens com hiperplasia benigna da próstata. O Botox normalmente é usado como tratamento anti-rugas.


Durante o estudo, 37 homens que não respondiam ao tratamento convencional para hiperplasia benigna da próstata receberam uma injeção de Botox diretamente na próstata. Um ano depois, 27 deles apresentaram até 30% de melhoria.


A teoria é de que o Botox estimula uma espécie de morte celular programada das células da próstata, um processo conhecido como apoptose, fazendo com que a glândula não aumente de tamanho, evitando problemas causados pela hiperplasia.


A hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno do volume da próstata, glândula situada na parte inferior da bexiga e anterior ao reto. Esta condição afeta metade dos homens com mais de 60 anos de idade. Quando a próstata aumenta de tamanho, ela comprime a bexiga, podendo causar problemas urinários como jato urinário fraco ou interrompido, aumento da freqüência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina e urgência para urinar. Como é um quadro progressivo, se não for tratado pode levar à retenção da urina e acarretar problemas renais.


Alguns medicamentos podem controlar os sintomas, mas alguns pacientes não respondem ao tratamento convencional ou apresentam efeitos colaterais, como impotência sexual.


Fonte: American Urological Association

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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