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Prevenção de erros médicos: seringas de uso parenteral não devem ser utilizadas para administrar medicações de uso oral, segundo recomendações do ISMP

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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Prevenção de erros médicos: seringas de uso parenteral não devem ser utilizadas para administrar medicações de uso oral, segundo recomendações do ISMP

O Food and Drug Administration publicou recomendação fornecida pelo Institute for Save Medication Practices (ISMP) para que seringas de uso parenteral nunca sejam usadas para a administração oral de medicamentos. Existem seringas para uso exclusivamente por via oral que não permitem a conexão com equipamentos para administração venosa ou com agulhas em suas extremidades, evitando erros médicos e a administração acidental de líquidos orais por via venosa.

Uma vez preenchidas de líquidos para administração oral, as seringas para uso parenteral podem ser incorretamente conectadas aos vasos e as medicações infundidas por via incorreta podem causar danos, até mesmo fatais, aos pacientes. Existem vários casos de erro médico desta natureza descritos na literatura.

O ISMP diz que não basta ter “copinhos” para a administração oral de medicamentos, pois muitas vezes enfermeiros utilizam as seringas para uso parenteral para pegar medicamentos nestes copinhos e dar às crianças com estas seringas. Assim, basta um lapso para que os acidentes aconteçam. Remédios que eram para uso por via oral acabam sendo injetados por via venosa. Até mesmo líquidos como sucos ou iogurtes são oferecidos em seringas para administração parenteral e acidentalmente injetados na corrente sanguínea de crianças e idosos, principalmente.

A recomendação é que todas as unidades de saúde tenham seringas de uso parenteral e também seringas para administração oral de medicamentos que não permitem a conexão com vias venosas e que haja treinamento adequado da enfermagem para que compreendam o uso correto de cada uma delas. As seringas devem vir com um alerta “para uso exclusivamente oral” ou “para uso exclusivamente parenteral”.

Fonte: Institute for Save Medication Practices

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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