NewsMed

Energéticos devem ser evitados na hipertensão arterial e em cardiopatas, segundo artigo apresentado na sessão científica da American Heart Association

segunda-feira, 29 de junho de 2009
Avalie este artigo
Energéticos devem ser evitados na hipertensão arterial e em cardiopatas, segundo artigo apresentado na sessão científica da American Heart Association

Duas latas de bebidas energéticas aumentam tanto a energia quanto a pressão arterial e a frequência cardíaca, segundo apresentação de um estudo na Sessão Científica da American Heart Association.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Wayne State University, mostrou que a frequência cardíaca e a pressão arterial de adultos saudáveis que tomam duas latas de energético por dia aumentam após a ingestão.

Este aumento pode não ter perigo para pessoas saudáveis, mas tanto o aumento da pressão arterial, quanto o da frequência cardíaca podem ter repercussões clínicas em indivíduos com doenças cardíacas e naqueles que têm o hábito de usar bebidas energéticas com frequência. James Kalus, coordenador do estudo, disse que indivíduos com hipertensão arterial e doenças do coração devem ser orientados a evitar este tipo de bebidas.

Estes energéticos contêm altos níveis de cafeína e taurina. Ambos já demonstraram efeitos na função cardíaca e na pressão arterial em outros estudos.

Durante o presente estudo, a frequência cardíaca aumentou de 5 a 7 batimentos por minuto. A pressão arterial sistólica aumentou 10 mmHg depois do consumo do energético. Não foram encontradas alterações significativas no eletrocardiograma dos participantes.

Como as atividades físicas também podem aumentar naturalmente a frequência cardíaca e a pressão arterial, e são consideradas benéficas à saúde, isto pode ser um bom argumento para aqueles que fabricam ou vendem tais bebidas. Os pesquisadores, no entanto, argumentam que energéticos podem trazer danos àqueles que desconhecem problemas de saúde prévios. Eles recomendam que, até que novos estudos sejam realizados, pessoas com pressão alta ou doenças cardíacas evitem estas bebidas, pois elas podem alterar a pressão arterial e a eficácia das medicações anti-hipertensivas.

Fonte: American Heart Association

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários