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Correlação entre a política universal de vacinação BCG e redução da morbimortalidade para COVID-19: um estudo epidemiológico

quarta-feira, 22 de abril de 2020
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Correlação entre a política universal de vacinação BCG e redução da morbimortalidade para COVID-19: um estudo epidemiológico

A COVID-19 se espalhou para a maioria dos países do mundo. Curiosamente, o impacto da doença não é o mesmo entre os diferentes países. Essas diferenças são atribuídas a distinções nas normas culturais, esforços de mitigação e infraestrutura de saúde.

Em artigo postado na plataforma medRxiv, pesquisadores propõem que as diferenças nacionais no impacto da COVID-19 possam ser parcialmente explicadas pelas diferentes políticas nacionais relacionadas à vacinação infantil com Bacillus Calmette-Guérin (BCG).

Foi relatado que a vacinação com BCG oferece ampla proteção às infecções respiratórias. Comparou-se um grande número de políticas de vacinação BCG de países com a morbimortalidade da COVID-19. Descobriu-se que países sem políticas universais de vacinação BCG (Itália, Holanda, EUA) foram mais severamente afetados em comparação com países com políticas universais e antigas de BCG.

Os países que iniciaram tardiamente a política universal do BCG (Irã, 1984) apresentaram alta mortalidade, consistente com a ideia de que a BCG protege a população idosa vacinada. Também descobriu-se que a vacinação com BCG também reduziu o número de casos relatados de COVID-19 em um país.

A combinação de morbidade e mortalidade reduzidas faz da vacinação BCG uma nova ferramenta potencial na luta contra a COVID-19.

Leia sobre "Coronavírus e COVID-19 ", "Vacina BCG", "Transmissão da COVID-19" e "Calendário de vacinação".

 

Fonte: medRxiv, publicação em 28 de março de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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