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Painel coloca em discussão o uso de substâncias anoréticas

terça-feira, 4 de julho de 2006
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Painel coloca em discussão o uso de substâncias anoréticas
A Unidade de Produtos Controlados da Anvisa realizou, em São Paulo, o “Painel sobre Uso Racional de Substâncias Anoréticas”. Os debates tiveram como objetivo consolidar informações sobre o tema, para direcionar o trabalho do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) no desenvolvimento de ações que visem ao controle efetivo da circulação e do uso de substâncias anoréticas. O encontro ocorreu nos dias 22 e 23/6.

Durante o painel, além de técnicos da Anvisa, vários especialistas no assunto, entre eles toxicologistas, farmacologistas, psiquiatras e endocrinologistas, fizeram apresentações para um público formado por médicos e farmacêuticos.

Representantes de diversas entidades acompanharam as discussões, como profissionais da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime) e da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP).

O uso de substâncias anoréticas tem causado preocupação por gerarem dependência química. Em seu relatório anual de 2005, a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) alertou para o aumento do consumo dessas substâncias no Brasil.

Medicamentos que contenham substâncias anoréticas têm seu uso justificado pela eficácia no combate à obesidade, doença que, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 115 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. Mas, o consumo seguro só é possível por meio de um tratamento com rigoroso acompanhamento clínico, para evitar erros ou abuso.

Fonte: Anvisa
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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