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Posição da Academia de Nutrição e Dietética sobre dietas vegetarianas em diferentes estágios da vida, incluindo infância, gravidez e lactação

terça-feira, 6 de dezembro de 2016
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Posição da Academia de Nutrição e Dietética sobre dietas vegetarianas em diferentes estágios da vida, incluindo infância, gravidez e lactação

A posição da Academia de Nutrição e Dietética sobre o uso de dietas vegetarianas adequadamente planejadas, incluindo a dieta vegana, foi publicada pelo Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.

Os principais pontos de que tratam os especialistas dizem respeito a:

  • Dietas vegetarianas e veganas são dietas saudáveis, nutricionalmente adequadas e que podem proporcionar benefícios de saúde para a prevenção e para o tratamento de certas doenças.
  • Essas dietas são apropriadas para todos os estágios do ciclo de vida, incluindo gravidez, lactação, infância precoce e infância tardia, adolescência, idade adulta, terceira idade e também para atletas.
  • Dietas baseadas em plantas são mais ambientalmente sustentáveis do que dietas ricas em produtos animais, porque elas usam menos recursos naturais e estão associadas a muito menos danos ambientais.
  • Vegetarianos e veganos estão em risco reduzido para certas condições de saúde, incluindo doença cardíaca isquêmica, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, obesidade e certos tipos de câncer.
  • Saiba mais sobre "Infarto do miocárdio", "Diabetes", "Hipertensão", "Obesidade" e "Prevenção do câncer".
  • A baixa ingestão de gorduras saturadas e altas ingestões de vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, produtos de soja, nozes e sementes (todos ricos em fibras e fitoquímicos) são características de dietas vegetarianas e veganas, as quais produzem menores níveis de colesterol total e do colesterol de baixa densidade (LDL colesterol ou colesterol ruim) e também melhor controle da glicose no organismo. Estes fatores contribuem para a redução de doenças crônicas.
  • Leia sobre "Como reduzir o colesterol", "Colesterol LDL" e  "Comportamento da glicemia".
  • É importante lembrar que os veganos precisam utilizar fontes confiáveis de vitamina B12, como alimentos fortificados ou suplementos.
  • Para vegetarianos mais jovens e veganos em particular, é importante planejar refeições que incluem ferro, zinco, vitamina B12, e para alguns, cálcio e vitamina D. Por esses motivos, esse tipo de dieta precisa ser planejado de forma adequada e balanceada.
  • Segundo os autores, as pessoas que adotam uma dieta vegana reduzem o risco de diabetes em 62%, o risco de câncer de próstata em 35%, a chance de serem hospitalizados por um ataque cardíaco em 33%, o risco de doença cardíaca em 29% e o risco de todas as formas de câncer em 18%.
  • Veja mais sobre "Como evitar o diabetes" e "Câncer de próstata".
  • As pessoas que adotam dietas vegetarianas têm um menor índice de massa corporal (IMC), melhor controle da pressão arterial e da glicose no sangue, menos inflamação no organismo e níveis mais baixos de colesterol em comparação com os não vegetarianos.
  • Só porque uma dieta é vegetariana ou vegana, no entanto, não significa necessariamente que seja saudável. Uma dieta saudável é rica em alimentos minimamente processados, especialmente derivados de plantas, mas também podem vir de animais. O que não entra em uma dieta vegana, por exemplo.

Alguns especialistas não envolvidos nesta recomendação da Academia de Nutrição e Dietética recomendam como uma dieta saudável, por exemplo, uma dieta de alto teor de gordura ao estilo mediterrâneo, rica em frutas, legumes não amiláceos, nozes, feijão, peixe, grãos integrais e óleos vegetais e incluindo iogurte, queijo, aves e ocasionalmente carne vermelha fresca e não processada.

Veja também sobre "Dieta mediterrânea", "Perigo das dietas para emagrecer", "Cálculo do IMC" e "Colesterol do organismo".

 

Fonte: Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, volume 116, número 12, de dezembro de 2016

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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