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Brasil Saudável: governo quer reduzir doenças

sexta-feira, 24 de junho de 2005
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Brasil Saudável: governo quer reduzir doenças

Anualmente, mais de 40% das mortes registradas no país ocorrem por causa das chamadas doenças não transmissíveis, como infarto, derrame cerebral, enfisema, cânceres e diabetes. Essas são as principais causas de internação e óbito. Só em 2003, significaram mais de 400 mil mortes. Custam ao Brasil cerca de R$ 11 bilhões por ano em consultas, internações e cirurgias (incluindo transplantes).

Essas doenças, em grande parte, podem ser evitadas com uma simples mudança de hábitos. É por isso que o Ministério da Saúde lança neste sábado, dia 25, o Projeto Brasil Saudável, que tem como objetivo estimular a população a adotar modos de vida diferentes, com ênfase na atividade física, na reeducação alimentar e no controle do tabagismo.

O Brasil Saudável envolve um conjunto de ações, desde campanhas publicitárias (em rádios, TVs, outdoors, revistas e jornais) - convocando a população a mudar seus hábitos - até a implantação de mais de 230 núcleos para a prática de atividades físicas em todas as capitais do País, até 2006.

Com o projeto, o Ministério da Saúde cumpre o compromisso com as diretrizes e as ações previstas na Estratégia Global de Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, lançada no ano passado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil Saudável também está inserido no contexto da Campanha do bom exemplo: essa moda pega, coordenado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Uma das principais ações do Brasil Saudável será a implantação, com investimento de R$ 8,7 milhões do Ministério da Saúde, de mais de 230 Núcleos de Atividades Físicas até 2006, em todas as capitais do País. Essas unidades terão duas funções principais. A primeira é servir como uma "academia popular". Os freqüentadores terão acesso gratuito a orientações de professores de educação física e monitores para praticar exercícios físicos. Terão também espaço adequado e equipamentos como bastões e colchonetes, além de atendimento e orientação oferecidos por nutricionistas. Serão instalados quiosques destinados à avaliação física e nutricional dos freqüentadores, além de espaço para palestras. A definição das atividades acontecerá em função da demanda da população.

Fonte: Ministério da Saúde

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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