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Pílulas anticoncepcionais: levonorgestrel associado a baixas doses de estrogênio são as pílulas mais seguras em relação ao risco de trombose venosa, segundo estudo publicado no BMJ

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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Pílulas anticoncepcionais: levonorgestrel associado a baixas doses de estrogênio são as pílulas mais seguras em relação ao risco de trombose venosa, segundo estudo publicado no BMJ

Estudo do departamento de clínica epidemiológica do Leiden University Medical Center, na Holanda, mostrou que o risco trombótico associado ao uso de contraceptivos orais está relacionado à dose de estrogênio e aos tipos diferentes de progesterona usados na composição do medicamento.

Participaram do estudo mulheres com idades inferiores a 50 anos que não estavam grávidas, nem estavam no período de 4 semanas do pós-parto e não usavam dispositivo intra-uterino ou adesivos de anticoncepcionais. A análise incluiu 1524 pacientes em uso de anticoncepcionais orais e 1760 controles de seis clínicas de anticoagulação da Holanda.

Os principais resultados mostraram que os anticoncepcionais atualmente disponíveis aumentam a chance de tromboembolismo venoso ou embolia pulmonar em cerca de 5 vezes comparado ao não uso desta medicação. O risco varia com o tipo de progesterona e a dose de estrogênio usados. O levonorgestrel é o tipo de progesterona mais seguro, comparado ao não uso desta medicação, de acordo com os tipos envolvidos no estudo.

Veja na tabela abaixo o risco de aumento de tromboembolismo venoso com o uso destas medicações:

Tipo de progesterona  Aumento do risco de trombose venosa 
Levonorgestrel 3,6 vezes
Gestodeno 5,6 vezes
Desogestrel 7,3 vezes
Acetato de ciproterona 6,8 vezes
Drospirenona 6,3 vezes

O risco de tromboembolismo venoso é maior, quanto maior a dose de estrogênio usada.

Independente do tipo de hormônio utilizado, foi confirmado um alto risco de tromboembolismo venoso durante os primeiros meses de uso de contraceptivos orais.

Fonte: BMJ

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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