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The Lancet: nova medicação para diabetes tipo 2 reduz os níveis de HbA1c e o peso corporal, quando comparada ao uso de glimepirida

quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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The Lancet: nova medicação para diabetes tipo 2 reduz os níveis de HbA1c e o peso corporal, quando comparada ao uso de glimepirida

Um novo tratamento para o diabetes mellitus tipo 2 está ajudando a controlar os níveis de hemoglobina glicosilada, reduzir o peso corporal e o risco de hipoglicemia. Os pesquisadores estão investigando a segurança e eficácia do Liraglutine, do laboratório Novo Nordisk, como monoterapia para o tratamento do diabetes tipo 2.

Em um estudo duplo-cego, randomizado, foram estudados 746 pacientes com diagnóstico recente de diabetes tipo 2 recebendo: 1,2mg de Liraglutine; 1,8mg de Liraglutine ou 8 mg de glimepirida por 52 semanas. Os primeiros resultados mostraram uma mudança nos níveis de hemoglobina glicosilada (HbA1c).

Ao final de 52 semanas de acompanhamento, os níveis de HbA1c reduziram 0,51% com glimepirida, comparados a uma redução de 0,84% com o uso de 1,2 mg de Liraglutine e 1,14% com 1,8 mg de Liraglutine. Seis pacientes em uso de Liraglutine abandonaram o tratamento devido a queixas de vômitos, enquanto nenhum em uso de glimepirida descontinuou a medicação. A redução média do peso corporal foi de 2 quilos nos pacientes em uso de Liraglutine, em comparação com um ganho médio de cerca de 1,12 quilos nos pacientes que usavam glimepirida.

Os principais efeitos colaterais foram náuseas, vômitos e diarréia.

As conclusões do estudo mostram que o Liraglutide é seguro e eficaz para terapia inicial do diabetes mellitus tipo 2 e reduz significativamente os níveis de HbA1c, o peso corporal, o risco de hipoglicemia e a pressão arterial sistólica quando comparado à glimepirida.

Fonte: The Lancet de 25 de setembro de 2008

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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