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Cientistas dos Estados Unidos modificam molécula da vancomicina aumentando sua atividade contra superbactérias

terça-feira, 30 de maio de 2017
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Cientistas dos Estados Unidos modificam molécula da vancomicina aumentando sua atividade contra superbactérias

Acredita-se que uma versão modificada do antibiótico vancomicina seja muito mais eficaz na luta contra a bactéria Enterococci, que é encontrada em hospitais e pode causar graves infecções. A droga, que tem sido usada há 60 anos, é descrita como um antibiótico de último recurso, usada apenas após falha do tratamento com outros antibióticos. Mas algumas infecções tornaram-se resistentes mesmo à vancomicina na sua forma atual.

A equipe de pesquisa do The Scripps Research Institute em San Diego, Califórnia, descreveu a nova droga como "mágica" em sua força, já que a vancomicina passa a ser uma ameaça tripla para infecções resistentes, agindo de três formas diferentes e dificultando a resistência das bactérias ao antibiótico. No entanto, pode levar anos até a conclusão dos ensaios clínicos necessários para transformar a descoberta de laboratório em um medicamento produzido em massa.

O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, diz que a modificação na estrutura da molécula da vancomicina, aumentando sua potência antimicrobiana e sua durabilidade, aumenta em 1000 vezes a sua atividade para combater uma infecção.

"Os microrganismos simplesmente não podem trabalhar simultaneamente para encontrar um meio de enfrentar três mecanismos de ação independentes", disse Dale Boger, que liderou a pesquisa e é co-presidente do departamento de química do The Scripps Research Institute. "Mesmo que eles encontrem uma solução para um desses mecanismos, ainda seriam mortos pelos outros dois".

Embora promissora, a droga reestruturada não é eficaz contra todos os tipos de bactérias resistentes e não vai curar a resistência aos antibióticos. Esta vem aumentando para níveis perigosamente elevados em todo o mundo, ameaçando a capacidade de tratar infecções comuns, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e septicemia, adverte a Organização Mundial da Saúde.

Veja mais sobre "Pneumonia", "Tuberculose", "Gonorreia", "Infecção hospitalar" e "Septicemia".

 

Fonte: PNAS, publicação online em 30 de maio de 2017

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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