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Abuso de analgésicos (paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno) eleva risco de infarto em homens

sexta-feira, 2 de março de 2007
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Abuso de analgésicos (paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno) eleva risco de infarto em homens

O uso abusivo de analgésicos como paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno pode aumentar a pressão arterial e elevar o risco de infarto em homens, segundo estudo publicado em 26 de fevereiro no Archives of Internal Medicine. Esta conclusão soma-se a de outro estudo de 2002 que aponta o uso abusivo de analgésicos como causa de hipertensão em mulheres.

Participaram do estudo, 16.031 profissionais de saúde, do sexo masculino, sem história prévia de hipertensão. Informações detalhadas sobre o uso de analgésicos foram colhidas no início do estudo e atualizadas após 2 anos. 

Foram identificados 1968 casos de hipertensão. Os homens que usavam paracetamol seis ou sete dias por semana eram 34% mais suscetíveis a apresentar pressão alta do que os que não consumiam o analgésico. Os que tomavam ácido acetilsalicílico regularmente tiveram 26% mais elevações de pressão e naqueles que consumiam regularmente drogas antiinflamatórias, como o ibuprofeno, o risco cresceu 38%.

A American Heart Association fez um alerta aos médicos para promover tratamentos não-farmacológicos como terapias físicas, exercícios e perda de peso. "É preocupante, pois esses remédios podem ser comprados em qualquer lugar. Por outro lado, é um risco facilmente evitável", diz Heno Lopes, cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Devido à importância do impacto clínico desta conclusão, a American Heart Association recomendou aos médicos que promovam a divulgação de orientações sobre terapias físicas, exercícios e perda de peso como tratamento não farmacológico para a dor, com o objetivo de diminuir a consumo dessas substâncias.

 

Fonte: Archives of Internal Medicine

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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