Amostras do HIV coletadas em 2002 e 2003 parecem não se reproduzir tão bem quanto as de 1986-89
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
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Uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica, indica que o vírus da Aids está perdendo força. O estudo, divulgado em um artigo da revista especializada Aids, vai na direção contrária de outros trabalhos que argumentam que o HIV está ficando mais resistente.
Os cientistas na Bélgica compararam amostras do HIV coletadas entre 1986 e 1989 com outras obtidas em 2002 e 2003. Eles concluíram que as amostras mais novas parecem não se reproduzir tão bem quanto as mais antigas e também são mais sensíveis à ação de medicamentos.
"Os vírus colhidos nos anos 2000 parecem muito mais fracos, eles estão se atenuando", disse o cientista Erik Artz, um dos responsáveis pela pesquisa. "Nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença. Talvez nas próximas décadas o vírus assuma uma forma que não cause uma doença mortal" afirmou.
Artz também diz que o enfraquecimento do HIV pode não ser um fenômeno generalizado, com o vírus evoluindo de diferentes maneiras em países diferentes. Ele diz que o HIV encontrado, por exemplo, em Antuérpia ou nos Estados Unidos é diferente do que se prolifera na África. "Mas nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença."
Um especialista em Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marco Vitoria, alerta que as conclusões deste estudo não devem gerar uma falsa sensação de segurança. "Este tipo de mudança não pode ser avaliado em uma questão de anos, e sim de gerações", disse ele.
Ele também observa que o estudo não é conclusivo por ter sido feito com um universo reduzido.
Fonte: Agência Estado
Os cientistas na Bélgica compararam amostras do HIV coletadas entre 1986 e 1989 com outras obtidas em 2002 e 2003. Eles concluíram que as amostras mais novas parecem não se reproduzir tão bem quanto as mais antigas e também são mais sensíveis à ação de medicamentos.
"Os vírus colhidos nos anos 2000 parecem muito mais fracos, eles estão se atenuando", disse o cientista Erik Artz, um dos responsáveis pela pesquisa. "Nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença. Talvez nas próximas décadas o vírus assuma uma forma que não cause uma doença mortal" afirmou.
Artz também diz que o enfraquecimento do HIV pode não ser um fenômeno generalizado, com o vírus evoluindo de diferentes maneiras em países diferentes. Ele diz que o HIV encontrado, por exemplo, em Antuérpia ou nos Estados Unidos é diferente do que se prolifera na África. "Mas nós temos evidências preliminares de que os vírus que vivem em partes do sul da África, no sudeste da Ásia, na China, na Índia e no Brasil podem também estar se atenuando e causando formas menos letais da doença."
Um especialista em Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marco Vitoria, alerta que as conclusões deste estudo não devem gerar uma falsa sensação de segurança. "Este tipo de mudança não pode ser avaliado em uma questão de anos, e sim de gerações", disse ele.
Ele também observa que o estudo não é conclusivo por ter sido feito com um universo reduzido.
Fonte: Agência Estado
