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Suplementação de vitamina D durante a lactação deve ser para a mãe ou para o bebê?

terça-feira, 29 de setembro de 2015
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Suplementação de vitamina D durante a lactação deve ser para a mãe ou para o bebê?

Para comparar a eficácia da suplementação materna de vitamina D3 com 6.400 UI diárias à suplementação infantil e materna com 400 UI por dia, foi realizado um estudo com lactantes em amamentação exclusiva que viviam em Charleston, SC, ou Rochester, NY, em 4 a 6 semanas após o parto. Elas foram randomizadas para receber 400, 2.400 ou 6.400 UI de vitamina D3 por dia, durante seis meses.

Bebês amamentando em mães do grupo de 400 UI receberam 400 UI de vitamina D3/dia, por via oral; já os bebês nos grupos de mães usando 2.400 e 6.400 UI recebiam 0 UI/dia (placebo). A deficiência de vitamina D foi definida como níveis de 25-hidroxivitamina D sérica (25(OH)D) menor do que 50 nmol/L. O grupo de 2.400 UI terminou em 2009 com a maior deficiência infantil de vitamina D. Os níveis séricos maternos de vitamina D, 25(OH)D, cálcio, concentrações de fósforo e taxa de depuração urinária de cálcio/creatinina foram medidos no início do estudo, em seguida, mensalmente. Os parâmetros sanguíneos infantis foram medidos no início do estudo e no quarto e sétimo meses.

Dos 334 pares mãe-filho nos grupos de 400 UI e de 6.400 UI no início do estudo, 216 (64,7%) ainda estavam em amamentação exclusiva na primeira visita; 148 (44,3%) continuaram em amamentação exclusiva aos 4 meses e 95 (28,4%) aos 7 meses. A deficiência de vitamina D em crianças em aleitamento materno foi bastante afetada pela raça. Em comparação ao uso de 400 UI de vitamina D3 por dia, o uso de 6.400 UI/dia aumentou significativamente e de forma segura os níveis maternos de vitamina D e de 25(OH)D a partir do início do estudo (P 0,0001). Em comparação com bebês recebendo 400 UI/dia, os bebês no grupo de mães recebendo 6.400 UI/dia não apresentaram diferenças.

A suplementação materna de vitamina D com 6400 UI/dia fornece no leite materno a quantidade adequada de vitamina D para satisfazer as exigências dos bebês e é uma alternativa à suplementação infantil.

Fonte: Pediatrics, publicação online, de 28 de setembro de 2015

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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