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Tinea genital: uma nova entidade de doença sexualmente transmissível?

terça-feira, 7 de julho de 2015
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Tinea genital: uma nova entidade de doença sexualmente transmissível?

Um trabalho com publicação online pelo periódico Sexually Transmitted Infections investigou casos recentes de tinea genital em pessoas que viajaram para o Sudeste Asiático. As conclusões mostram que a atividade sexual deve ser considerada como um meio potencialmente importante de transmissão de Trichophyton interdigitale.

Pacientes com tinea na região genital, que surgiu após relação sexual ocorrida no Sudeste Asiático, foram submetidos a uma avaliação mais aprofundada, incluindo microscopia, culturas e análises de DNA.

A casuística incluiu sete pacientes. Em seis pacientes, o Trichophyton interdigitale (também conhecido como Trichophyton mentagrophytes) foi detectado. Três pacientes sofriam de uma reação inflamatória do tecido mole e dois deles necessitaram de hospitalização devido à dor severa. Em quatro pacientes a cura com cicatrização foi observada. Cinco pacientes foram declarados incapacitados para o trabalho.

Concluiu-se que a atividade sexual deve ser considerada como um meio potencialmente importante, anteriormente subestimada, de transmissão de T. interdigitale. Para evitar alopecia cicatricial irreversível, o início imediato do tratamento antifúngico é essencial e o isolamento adequado e a identificação do agente patogênico é obrigatória.

Fonte: Sexually Transmitted Infections, publicação online, de 12 de junho de 2015

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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