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Corticoides orais não são tão bons para tratar radiculopatia aguda devido a uma hérnia de disco lombar

quarta-feira, 20 de maio de 2015
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Corticoides orais não são tão bons para tratar radiculopatia aguda devido a uma hérnia de disco lombar

Os esteroides orais são comumente usados para tratar a dor ciática aguda devido a uma hérnia de disco, mas não foram avaliados em um ensaio clínico devidamente conduzido.

Um estudo randomizado, duplo-cego, controlado com placebo foi efetuado entre 2008 e 2013 em um grande sistema integrado de prestação de cuidados de saúde no norte da Califórnia. Adultos (n=269) com dor radícula, por três meses ou menos, com uma pontuação de 30 ou mais (variação de 0 a 100; escores mais altos indicam maior disfunção) no Oswestry Disability Index (ODI) e uma hérnia de disco confirmada por ressonância magnética eram elegíveis.

Os participantes foram divididos aleatoriamente em uma proporção de 2:1 para receber um curso de 15 dias de prednisona oral (cada 5 dias de 60 mg, 40 mg e 20 mg; dose cumulativa total=600 mg; n=181) ou placebo (n=88).

O resultado primário foi a mudança no ODI em três semanas; desfechos secundários foram a mudança no ODI em um ano, a mudança na dor da extremidade inferior (medido em uma escala de 0 a 10; escores mais altos indicando mais dor), cirurgia da coluna vertebral e mudanças nos escores Short Form 36 Health Survey (SF-36), Physical Component Summary (PCS) e Mental Component Summary (MCS), variando de 0 a 100 com escores mais altos indicando melhora.

As conclusões mostraram que entre os pacientes com radiculopatia aguda devido a uma hérnia discal, um curso curto de esteroides por via oral, em comparação com o placebo, resultou em melhora modesta da função e nenhuma melhora da dor.

Fonte: The Journal of the American Medical Association (JAMA), volume 313, número 19, de 19 de maio de 2015

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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