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Ingestão precoce e regular de ovo evita mesmo a alergia ao ovo em crianças?

sexta-feira, 2 de setembro de 2016
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Ingestão precoce e regular de ovo evita mesmo a alergia ao ovo em crianças?

A idade ideal para introduzir ovo na dieta infantil tem sido debatida durante as últimas duas décadas no contexto do aumento das taxas de alergia ao ovo. Com o objetivo de determinar se o consumo regular de proteína do ovo, a partir de 4-6 meses de idade, reduz o risco de alergia ao ovo mediada por IgE, em lactentes com risco hereditário, mas sem eczema, foi realizado um estudo publicado pelo The Journal of Allergy and Clinical Immunology.

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Lactentes com idade entre 4 a 6 meses foram alocados aleatoriamente para receber ovo integral cru pasteurizado diariamente (n=407) ou um pó de arroz da mesma cor do pó do ovo (n=413) até 10 meses de idade. Todos as crianças seguiram uma dieta livre de ovo e o ovo cozido foi introduzido para ambos os grupos aos 10 meses. O desfecho primário foi a alergia ao ovo mediada por IgE definida pela sensibilização positiva ao ovo cru pasteurizado e pela sensibilização ao ovo aos 12 meses de idade.

Não houve diferenças entre os grupos no percentual de crianças com alergia ao ovo mediada por IgE (ovo 7,0% vs controle 10,3%; risco relativo ajustado 0,75; IC 95% 0,48-1,17; P=0,20). Uma proporção maior de participantes no grupo do ovo parou de tomar o pó do estudo devido a uma reação alérgica confirmada (25/407, 6,1% em relação a 6/413, 1,5%). Os níveis de IgG4 específica do ovo eram substancialmente mais altos no grupo do ovo aos 12 meses (mediana de 1,22 mgA/L vs controle 0,07 mgA/L; P<0,0001).

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Concluiu-se que não foi encontrada nenhuma evidência de que a ingestão regular de ovos a partir de 4-6 meses de idade altere substancialmente o risco de alergia ao ovo com um ano de idade, em crianças que estão em risco hereditário de doença alérgica e não tinham apresentado sintomas de eczema no início do estudo.

 

Fonte: The Journal of Allergy and Clinical Immunology, publicação online, de 21 de agosto de 2016

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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