NewsMed

Nova proteína recupera, em cobaias, os neurônios produtores de dopamina, alvos da doença degenerativa conhecida como Mal de Parkinson

terça-feira, 17 de julho de 2007
Avalie este artigo
Nova proteína recupera, em cobaias, os neurônios produtores de dopamina, alvos da doença degenerativa conhecida como Mal de Parkinson

A nova molécula, denominada conserved dopamine neurotrophic factor (CDNF) ou fator neurotrófico de dopamina conservada, previne a degeneração dos neurônios que produzem a dopamina e também induz à restauração e à recuperação das células nervosas.

Até o momento, o glial cell-derived neurotrophic factor (GDNF) - ou fator neurotrófico de células gliais derivadas - era a principal novidade nas pesquisas sobre uma cura eventual para o Mal de Parkinson. Mas o CDNF mostrou-se tão eficaz quanto o GDNF, com a vantagem de não precisar ser aplicado diretamente nos neurônios, atuando em regiões periféricas.

O estudo sobre a nova proteína foi publicado na revista científica Nature por Mart Saarma (médico finlandês diretor do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Helsinque) e colaboradores da Universidade da Finlândia. O fator neurotrófico de dopamina conservada (CDNF) recuperou neurônios produtores de dopamina em cobaias animais. Os pesquisadores planejam que até 2017 já esteja disponível para a população um novo medicamento para o Mal de Parkinson.

Em todo o mundo, a doença afeta cerca de 1% das pessoas com mais de 60 anos. Os sintomas começam a se manifestar quando pelo menos 80% dos chamados neurônios de dopamina se degeneram e morrem. O neurotransmissor dopamina desempenha um importante papel na atividade muscular.

Os medicamentos atualmente disponíveis para tratar o Mal de Parkinson não impedem a degeneração e morte das células nervosas, por isso seus efeitos são curtos e ineficazes.

 

Fonte: Nature

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários