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Redução dos níveis da proteína tau ajuda a interromper a progressão dos sintomas da doença de Alzheimer em ratos

sexta-feira, 4 de maio de 2007
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Redução dos níveis da proteína tau ajuda a interromper a progressão dos sintomas da doença de Alzheimer em ratos

Trabalho publicado na revista Science mostra que a redução dos níveis de uma proteína chamada tau ajuda a interromper a progressão dos sintomas da doença de Alzheimer em ratos, como crises convulsivas e déficits de memória. Caso esta estratégia funcione em humanos, isto pode representar um grande passo no tratamento e na prevenção desta doença neurológica degenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Mesmo uma redução parcial da tau previne problemas relacionados à memória e mortes prematuras em ratos com Alzheimer, disse o Dr. Erik Roberson, professor de neurologia da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF).

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa progressiva que compromete o cérebro causando perda gradual da memória, diminuição do senso crítico, desorientação no tempo e espaço, alteração da personalidade, dificuldades no aprendizado e na área da comunicação. O grau de comprometimento varia de paciente para paciente e também de acordo com o tempo de evolução da doença. Na fase final da doença, o paciente torna-se totalmente dependente dos cuidados de outra pessoa.

Embora a doença de Alzheimer afete o cérebro de ratos e humanos de maneira diferente, a descoberta do estudo impressionou os pesquisadores. A maioria dos esforços atuais para tratar a doença de Alzheimer está focada em reduzir os níveis de proteína beta-amilóide, responsável pela formação de placas neuríticas, característica histopatológica da doença de Alzheimer. A proteína-beta amilóide é derivada do precursor da proteína amilóide, uma proteína trans-membrana encontrada preferencialmente nas terminações nervosas. Alguns pesquisadores acreditam que o depósito amilóide é tóxico aos neurônios adjacentes. Outros acreditam que esse depósito é um efeito secundário resultante da morte neuronal.

Em cérebros normais a tau regula a estabilidade interna dos neurônios. Em pacientes com Alzheimer, ela se agrupa em forma de massa ou novelo. Muitos tratamentos sugerem livrar-se dessas massas ou novelos, mas este estudo sugere preferencialmente regular os níveis de tau.

Os cientistas gostariam de criar uma estratégia para tornar o cérebro mais resistente à proteína beta-amilóide. Eles acham que reduzir os níveis de tau protege o cérebro da superestimulação, um achado que pode ter implicações em outras doenças neurológicas.

Alguns medicamentos disponíveis no mercado lentificam a progressão da doença de Alzheimer, mas em algum momento eles param de funcionar.

 

Fonte: Science

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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