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Daraxonrasib demonstra atividade antitumoral inicial em câncer de pulmão com mutação no gene RAS

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Daraxonrasib demonstra atividade antitumoral inicial em câncer de pulmão com mutação no gene RAS

O daraxonrasib (Rasonque) demonstrou atividade antitumoral em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado com mutação em RAS previamente tratado, de acordo com resultados de um estudo de fase 1/2 publicados no The New England Journal of Medicine (NEJM).

Os achados deste estudo multicêntrico de escalonamento e expansão de dose, realizado com 136 pacientes com CPCNP com mutação em RAS, tratados com daraxonrasib em doses de 300 mg ou menos uma vez ao dia, mostraram taxas de resposta objetiva avaliadas pelos investigadores, segundo os critérios RECIST v1.1, de 31% com doses de 120 mg ou menos, 34% com doses de 160 a 220 mg e 37% com a dose de 300 mg, considerando o corte de dados de 21 de julho de 2025.

“As mutações em RAS estão entre os fatores oncogênicos mais comuns no câncer de pulmão, ocorrendo em aproximadamente 30% dos casos. A inibição direcionada de RAS demonstrou benefício clínico em pacientes com CPCNP com mutação RAS G12C após tratamento inicial com quimioterapia e imunoterapia, mas não existem terapias direcionadas para pacientes com outras mutações tumorais em RAS”, afirmou Alan Sandler, MD, diretor de desenvolvimento da Revolution Medicines, em um comunicado à imprensa. “Em conjunto com a recente aprovação do daraxonrasib pela FDA para o câncer de pâncreas metastático, os dados relatados na publicação do NEJM fornecem validação clínica adicional da nossa abordagem ampla com inibidores RAS(ON), tanto multisseletivos quanto seletivos para mutações, em importantes tipos de câncer impulsionados por RAS.”

O estudo recrutou pacientes com tumores sólidos avançados com mutação em RAS, previamente tratados, para receber daraxonrasib – um inibidor oral multisseletivo de RAS(ON) e de tricomplexo, atuando sobre isoformas de proteína RAS mutante e do tipo selvagem ligadas ao trifosfato de guanosina (GTP) – em doses de 10 a 400 mg por via oral, uma vez ao dia, em ciclos de 21 dias.

O desfecho primário foi a segurança; os desfechos secundários incluíram a resposta objetiva avaliada pelos investigadores e a duração da resposta. Os 136 pacientes com CPCNP avaliados com doses de 300 mg ou menos apresentavam doença em segunda linha ou posterior, com tumores portadores de mutações em RAS que não a KRAS G12C, e haviam apresentado progressão da doença após quimioterapia à base de platina e terapia anti-PD-(L)1, ou intolerância a esses tratamentos.

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Na população total de 136 pacientes tratados com 300 mg ou menos, eventos adversos (EAs) de qualquer grau, independentemente da atribuição de causalidade, foram relatados em 99% dos pacientes. Erupção cutânea, diarreia, náusea, vômito e mucosite ou estomatite ocorreram, cada um, em pelo menos 30% dos pacientes. EAs de grau 3 ou superior ocorreram em 54% dos pacientes, sendo os mais comuns pneumonia (10%), diarreia (9%), erupção cutânea (8%) e anemia (5%). Foram relatados 4 EAs de grau 5.

Segundo a empresa, em um subgrupo de 38 pacientes virgens de tratamento com docetaxel, tratados com doses entre 160 mg e 220 mg e que haviam recebido quimioterapia à base de platina e terapia anti-PD-(L)1 em primeira ou segunda linha, ocorreram EAs relacionados ao tratamento (EARTs) de grau 3 em 25% dos pacientes, sendo os mais comuns erupção cutânea (8%) e diarreia (3%), sem relatos de EARTs de grau 4 ou 5 nessa faixa de dosagem.

No subgrupo virgem de tratamento com docetaxel, a taxa de resposta objetiva confirmada foi de 42% (IC de 95%: 26%-59%) e a taxa de controle da doença foi de 89% (IC de 95%: 75%-97%). A mediana de sobrevida livre de progressão (SLP) nesse subgrupo foi de 8,3 meses (IC de 95%: 4,0-12,5), e a mediana de sobrevida global (SG) foi de 16,0 meses (IC de 95%: 9,5-não estimável).

Os resultados embasam o delineamento e o início do RASolve 301, um estudo global, randomizado e aberto de fase 3, em andamento, que compara o daraxonrasib ao docetaxel em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas localmente avançado ou metastático, com mutação em RAS e tratamento prévio.

O daraxonrasib já recebeu aprovação acelerada da FDA para adultos com adenocarcinoma pancreático metastático que tenham recebido pelo menos uma terapia sistêmica prévia ou que não sejam candidatos a terapia sistêmica com múltiplos agentes.

Confira a seguir o resumo do artigo publicado.

Daraxonrasib para câncer de pulmão de células não pequenas com mutação em RAS previamente tratado

As mutações em RAS, consideradas em conjunto, são os fatores oncogênicos mais comuns no câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), ocorrendo em aproximadamente 30% dos pacientes. Não se sabe se o daraxonrasib (RMC-6236) – um inibidor oral multisseletivo de RAS(ON) e de tricomplexo, que atua sobre isoformas de proteína RAS mutante e do tipo selvagem ligadas ao trifosfato de guanosina – é seguro e eficaz em pacientes com CPCNP com mutação em RAS.

Neste estudo de fases 1 e 2, multicêntrico, de escalonamento e expansão de dose do daraxonrasib, recrutou-se pacientes com CPCNP avançado com mutação em RAS, previamente tratado, e administrou-se daraxonrasib em doses de 10 a 400 mg por via oral, uma vez ao dia, em ciclos de 21 dias.

O desfecho primário foi a segurança. Os desfechos secundários incluíram a resposta objetiva (resposta completa ou parcial) avaliada pelos investigadores e a duração da resposta, sendo a resposta avaliada de acordo com os Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST), versão 1.1.

Até a data de corte dos dados, em 21 de julho de 2025, um total de 136 pacientes com CPCNP, recrutados e tratados com daraxonrasib em doses de 300 mg ou menos, haviam sido avaliados quanto à segurança e à eficácia.

Eventos adversos de qualquer grau ocorridos com doses de 300 mg ou menos, independentemente da atribuição de causalidade, foram relatados em 99% dos pacientes; erupção cutânea, diarreia, náusea, vômito e mucosite ou estomatite ocorreram em pelo menos 30% dos pacientes. Eventos adversos de grau 3 ou superior foram relatados em 54% dos pacientes, sendo que pneumonia (em 10%), diarreia (em 9%), erupção cutânea (em 8%) e anemia (em 5%) ocorreram em pelo menos 5% dos pacientes. Quatro eventos adversos de grau 5 foram registrados.

A porcentagem de pacientes que apresentaram resposta objetiva foi de 31% com daraxonrasib na dose de 120 mg ou menos, 34% em doses de 160 a 220 mg e 37% na dose de 300 mg.

O estudo concluiu que, entre os pacientes com CPCNP com mutação em RAS, metastático e previamente tratado, que receberam daraxonrasib na dose de 300 mg ou menos por dia, 54% apresentaram eventos adversos de grau 3 ou superior, e atividade antitumoral foi relatada em mais de 30%.

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Fontes:
The New England Journal of Medicine, Vol. 395, Nº 9, em 02 de setembro de 2026.
Targeted Oncology, notícia publicada em 03 de setembro de 2026.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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