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Champix: medicamento antitabagismo passa por avaliação do FDA e do MHRA para esclarecer possíveis efeitos sobre comportamento suicida e sonolência

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
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Champix: medicamento antitabagismo passa por avaliação do FDA e do MHRA para esclarecer possíveis efeitos sobre comportamento suicida e sonolência

Após receber relatos de pacientes em uso de Champix (vareniclina) a respeito de efeitos colaterais, o FDA (Food and Drug Administration) e o MHRA (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency) afirmaram que irão acompanhar a situação de perto. O Champix, produzido pela Pfizer, começou a ser vendido no Brasil este ano.

Todos efeitos adversos possíveis e previstos na bula do remédio estão sendo analisados pelo FDA e MHRA. Os efeitos colaterais incluem depressão, pensamento e comportamento suicidas, pesadelos, tonteira, fadiga, sonolência, dores de cabeça, insônia, enjôo e vômito.

 

O medicamento bloqueia e estimula os chamados receptores nicotínicos no cérebro. Acredita-se que, ao estimular estes receptores, ele emite o efeito da nicotina, diminuindo o desejo de fumar. Ao mesmo tempo, ele bloqueia parcialmente o receptor, impedindo que ele seja afetado pela nicotina, resultando em uma resposta cerebral "mais fraca", caso o paciente acabe fumando um cigarro.

 

Os testes com o medicamento sugerem que 44% dos pacientes tenham parado de fumar depois de tomá-lo, quando comparados aos 18% que receberam um placebo e aos 30% que tomaram outro remédio, o bupropiona (genérico do Zyban).

 

Uma avaliação preliminar revela que muitos casos relatados refletem uma associação entre o início do uso de comprimidos do Champix com a concepção de idéias suicidas e alteração de humor após o início do tratamento (de alguns dias a semanas). O papel do Champix nestes casos não está totalmente esclarecido pois a cessação do fumo, com ou sem tratamento, é associada a sintomas de retirada da nicotina e à exacerbação de doenças psiquiátricas subjacentes. Entretanto, nem todos os pacientes descritos nestes casos tinham história de doença psiquiátrica pré-existente e nem todos tinham parado de fumar. O FDA está levando os fatos em consideração, mas ainda não chegou a uma conclusão se esta informação requer alguma ação regulatória e pretende atualizar este documento quando houver informações ou análises viáveis.

 

Fontes:Medicines and Healthcare products Regulatory Agency

           Food and Drug Administration

 

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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