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Academia Americana de Pediatria: recomendações para prevenção e controle do vírus Influenza em crianças para 2018–2019

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Os autores desta declaração atualizaram as recomendações da Academia Americana de Pediatria para o uso rotineiro de vacinas contra influenza1 e medicamentos antivirais na prevenção e tratamento da gripe2 em crianças. Os destaques para a próxima temporada 2018-2019 incluem o seguinte:

Saiba mais sobre "Por que vacinar" e "Gripe2".

1. A vacinação anual contra a influenza1 é recomendada para todas as pessoas com 6 meses ou mais, incluindo crianças e adolescentes.

2. A Academia Americana de Pediatria recomenda uma vacina3 inativada contra influenza1 (IIV), trivalente ou quadrivalente, como a principal escolha para a vacinação contra influenza1 em crianças, porque a eficácia de uma vacina3 contra gripe2 de vírus4 vivo atenuado contra influenza1 A (H1N1) foi inferior durante temporadas anteriores de influenza1 e é desconhecida para esta próxima temporada.

3. Uma vacina3 viva atenuada contra a influenza1 pode ser usada para crianças que de outra forma não receberiam uma vacina3 contra influenza1 (por exemplo, recusa de VII) e para quem ela é apropriada devido à idade (2 anos de idade ou mais) e estado de saúde5 (por exemplo, saudável e sem qualquer condição médica crônica subjacente).

4. Todas as vacinas contra a gripe2 sazonal de 2018–2019 contêm uma cepa6 vacinal contra influenza1 A (H1N1) semelhante à incluída nas vacinas sazonais de 2017–2018. Em contraste, as cepas7 vacinais contra gripe2 A (H3N2) e influenza1 B (linhagem Victoria) incluídas nas vacinas trivalente e quadrivalente 2018-2019 diferem das vacinas sazonais de 2017-2018.

a. As vacinas trivalentes contêm um vírus4 tipo influenza1 A (Michigan/45/2015 [H1N1]) pdm09, um vírus4 influenza1 A (Cingapura/INFIMH-16-0019/2016 [H3N2]) (atualizado) e um influenza1 B (Colorado/60/2017) — semelhante ao vírus4 B (linhagem Victoria; atualizada).

b. As vacinas quadrivalentes contêm um vírus4 B adicional (vírus4 semelhantes a Phuket /3073/2013; B/ linhagem Yamagata).

5. Todas as crianças com alergia8 ao ovo9 de qualquer gravidade podem receber uma vacina3 contra influenza1 sem quaisquer precauções adicionais além daquelas recomendadas para todas as vacinas.

6. As mulheres grávidas podem receber uma vacina3 contra influenza1 (somente para o vírus4 IIV) em qualquer momento da gravidez10 para se proteger, assim como proteger seus bebês11, que se beneficiam da transferência transplacentária12 de anticorpos13. As puérperas14 que não receberam a vacinação durante a gravidez10 devem ser encorajadas a receber uma vacina3 contra influenza1 antes da alta hospitalar. A vacinação contra influenza1 durante a amamentação15 é segura para as mães e seus bebês11.

7. A vacinação dos profissionais de saúde5 é um passo crucial na prevenção da gripe2 e na redução das infecções16 por influenza1 associadas aos cuidados de saúde5, porque os profissionais de saúde5 geralmente cuidam de indivíduos com alto risco de complicações relacionadas à influenza1.

8. Os pediatras devem tentar identificar prontamente os pacientes que são suspeitos de ter uma infecção17 por influenza1 para iniciar o tratamento antiviral oportunamente quando indicado e com base na tomada de decisão compartilhada entre cada pediatra e o cuidador infantil para reduzir a morbidade18 e a mortalidade19. Embora os melhores resultados sejam vistos quando uma criança é tratada dentro de 48 horas após o início dos sintomas20, a terapia antiviral ainda deve ser considerada após 48 horas do início dos sintomas20 em crianças com doença grave ou com alto risco de complicações.

Veja também sobre "Vírus4" e "Vacinas - como funcionam e quais são os prós e contras".

 

Fonte: Pediatrics, outubro de 2018, volume 142, número 4

 

NEWS.MED.BR, 2019. Academia Americana de Pediatria: recomendações para prevenção e controle do vírus Influenza em crianças para 2018–2019. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1333403/academia-americana-de-pediatria-recomendacoes-para-prevencao-e-controle-do-virus-influenza-em-criancas-para-2018-2019.htm>. Acesso em: 22 ago. 2019.

Complementos

1 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
2 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
3 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
7 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
8 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
9 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
10 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
11 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
12 Transplacentária: Que atravessa a placenta ou que se processa através dela, por exemplo, as infecções transplacentárias.
13 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
14 Puérperas: Parturientes. Mulheres que estão prestes a dar à luz ou deram à luz há pouco tempo.
15 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
16 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
17 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
18 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
19 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
20 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
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