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WHO: dez ameaças à saúde global em 2019

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Os desafios de saúde1 são muitos no mundo: surtos de doenças evitáveis por vacinação, crescimento de patógenos resistentes a medicamentos, taxas crescentes de obesidade2 e inatividade física, poluição ambiental, mudança climática e múltiplas crises humanitárias. Em 2019, a Organização Mundial de Saúde1 põe em prática um novo plano estratégico de 5 anos — o 13th General Programme of Work — para enfrentar essas ameaças.

Saiba mais sobre "Como funcionam as vacinas", "Obesidade2" e "Sedentarismo3".

Este plano se concentra em uma meta de três bilhões: garantir que um bilhão a mais de pessoas se beneficie do acesso à cobertura universal de saúde1, mais um bilhão de pessoas estejam protegidas das emergências de saúde1 e mais um bilhão de pessoas desfrutem de melhor saúde1 e bem-estar. Alcançar esse objetivo exigirá abordagens efetivas contra as dez principais questões, dentre muitas outras, que demandarão atenção da OMS e dos parceiros de saúde1 em 2019.

Poluição do ar e mudança climática

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído todos os dias. Em 2019, a poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde1. Poluentes microscópicos4 no ar podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões5, coração6 e cérebro7, matando 7 milhões de pessoas todos os anos, prematuramente, de doenças como câncer8, derrames, doenças cardíacas e pulmonares. Cerca de 90% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média rendas, com altos volumes de emissões da indústria, dos transportes e da agricultura, além de fogões e combustíveis sujos nas residências.

A principal causa da poluição do ar (queima de combustíveis fósseis) também é um dos principais contribuintes para a mudança climática, que afeta a saúde1 das pessoas de diferentes maneiras. Entre 2030 e 2050, espera-se que a mudança climática cause 250.000 mortes adicionais por ano, de desnutrição9, malária, diarreia10 e estresse por calor.

Em outubro de 2018, a OMS realizou sua primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde1, em Genebra. Países e organizações fizeram mais de 70 compromissos para melhorar a qualidade do ar. Este ano, a Cúpula do Clima das Nações Unidas, em setembro, terá como objetivo fortalecer a ação e a ambição climática em todo o mundo. Mesmo que todos os compromissos assumidos pelos países para o Acordo de Paris sejam alcançados, o mundo ainda está em vias de aquecer mais de 3° C neste século.

Doenças não transmissíveis

As doenças não transmissíveis, como diabetes11, câncer8 e doenças cardíacas, são coletivamente responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo, ou 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente, com idades entre 30 e 69 anos.

Mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média rendas. O aumento dessas doenças tem sido impulsionado por cinco fatores de risco principais: uso do tabaco, inatividade física, uso nocivo do álcool, dietas pouco saudáveis e poluição do ar. Esses fatores de risco também exacerbam os problemas de saúde1 mental, que podem se originar desde cedo: metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada ou tratada — o suicídio é a segunda causa de morte entre os 15-19 anos.

Entre muitas coisas, este ano a OMS trabalhará com governos para ajudá-los a atingir a meta global de reduzir a inatividade física em 15% até 2030 — por meio de ações como implementar o kit de ferramentas de políticas ACTIVE para ajudar mais pessoas a se tornarem ativas todos os dias.

Leia mais sobre "Diabetes mellitus12", "Prevenção do câncer8" e "Doenças cardiovasculares13".

Pandemia14 global de Gripe15

O mundo enfrentará outra pandemia14 de gripe15 — a única coisa que não sabemos é quando será atingida e quão severa será. As defesas globais são tão eficazes quanto o elo mais fraco do sistema de prontidão e resposta a emergências de saúde1 de qualquer país.

A OMS está constantemente monitorando a circulação16 dos vírus17 da gripe15 para detectar potenciais cepas18 pandêmicas: 153 instituições em 114 países estão envolvidas na vigilância e resposta global.

Todos os anos, a OMS recomenda quais cepas18 devem ser incluídas na vacina19 contra gripe15 para proteger as pessoas da gripe15 sazonal. No caso em que uma nova cepa20 da gripe15 desenvolva um potencial pandêmico, a OMS estabeleceu uma parceria única com todos os principais participantes para garantir acesso efetivo e equitativo a diagnósticos, vacinas e antivirais (tratamentos), especialmente em países em desenvolvimento.

Veja mais sobre "Gripe15" e "Vacina19 contra gripe15 H1N1".

Ambientes frágeis e vulneráveis

Mais de 1,6 bilhão de pessoas (22% da população mundial) vivem em locais onde crises prolongadas (por meio de uma combinação de desafios como seca, fome, conflitos e deslocamento da população) e serviços de saúde1 frágeis os deixam sem acesso aos cuidados básicos.

Existem ambientes frágeis em quase todas as regiões do mundo, e é onde estão metade dos objetivos de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde1 materna e infantil, que permanecem não atendidos.

A OMS continuará trabalhando nesses países para fortalecer os sistemas de saúde1, de modo que eles estejam mais bem preparados para detectar e responder aos surtos, bem como para fornecer serviços de saúde1 de alta qualidade, incluindo a imunização21.

Resistência antimicrobiana

O desenvolvimento de antibióticos, antivirais e antimaláricos22 são alguns dos maiores sucessos da medicina moderna. Mas já é tempo de ampliar essas descobertas. A resistência antimicrobiana — capacidade de bactérias, parasitas, vírus17 e fungos resistirem aos medicamentos disponíveis até o momento — ameaça nos mandar de volta a uma época em que não conseguíamos tratar facilmente infecções23 como pneumonia24, tuberculose25, gonorreia26 e salmonelose. A incapacidade de prevenir infecções23 pode comprometer gravemente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia27.

A resistência às drogas contra a tuberculose25 é um grande obstáculo ao combate a uma doença que deixa doentes cerca de 10 milhões de pessoas e causa a morte de 1,6 milhão todos os anos. Em 2017, cerca de 600 mil casos de tuberculose25 foram resistentes à rifampicina — a droga de primeira linha mais eficaz — e 82% dessas pessoas apresentavam tuberculose25 multirresistente.

A resistência aos medicamentos é impulsionada pelo uso excessivo de antimicrobianos nas pessoas, mas também em animais, especialmente aqueles usados na produção de alimentos, bem como no meio ambiente. A OMS está trabalhando com esses setores para implementar um plano de ação global para combater a resistência antimicrobiana aumentando a conscientização e o conhecimento, reduzindo a infecção28 e incentivando o uso prudente de antimicrobianos.

Leia sobre "Tuberculose25" e "Pneumonia24".

Ebola e outros patógenos de alta ameaça

Em 2018, a República Democrática do Congo viveu dois surtos de Ebola separados, os quais se espalharam para cidades de mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em uma zona de conflito ativa.

Isso mostra que o contexto em que uma epidemia de um agente patogênico29 de alta ameaça como o Ebola entra em erupção30 é fundamental — o que aconteceu em surtos rurais no passado nem sempre se aplica a áreas urbanas densamente povoadas ou áreas afetadas por conflitos.

Em uma conferência sobre Preparação para Emergências de Saúde1 Pública, realizada em dezembro passado, os participantes dos setores de saúde1 pública, saúde1 animal, transporte e turismo concentraram-se nos desafios crescentes de combater surtos e emergências de saúde1 em áreas urbanas. Eles pediram que a OMS e seus parceiros designassem 2019 como um "Ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde1".

O plano WHO’s R&D Blueprint, da OMS, identifica doenças e patógenos que têm potencial para causar uma emergência31 de saúde1 pública, mas carecem de tratamentos e vacinas eficazes. Esta lista para pesquisa e desenvolvimento prioritários inclui Ebola, várias outras febres hemorrágicas32, Zika, Nipah, coronavírus da síndrome33 respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), Síndrome33 Respiratória Aguda Grave (SARS) e doença X, que representa a necessidade de se preparar para um desconhecido patógeno que poderia causar uma epidemia grave.

Saiba mais sobre "Infecção28 pelo vírus17 Ebola", "Zika vírus17" e "Síndrome33 respiratória do Oriente Médio".

Cuidados primários de saúde1 fracos

A atenção primária à saúde1 é geralmente o primeiro ponto de contato que as pessoas têm com o sistema de saúde1 e, idealmente, deve fornecer cuidados abrangentes, acessíveis e baseados na comunidade ao longo da vida.

Os cuidados de saúde1 primários podem satisfazer a maioria das necessidades de saúde1 de uma pessoa ao longo da sua vida. Sistemas de saúde1 com cuidados de saúde1 primários fortes são necessários para alcançar a cobertura universal de saúde1.

No entanto, muitos países não possuem instalações de atenção primária à saúde1 adequadas. Essa negligência34 pode ser uma falta de recursos em países de baixa ou média renda, mas possivelmente também um foco nas últimas décadas em programas de doenças únicas. Em outubro de 2018, a OMS co-organizou uma importante conferência global em Astana, Cazaquistão, na qual todos os países se comprometeram a renovar o compromisso com a atenção primária à saúde1, feito na declaração de Alma-Ata em 1978.

Em 2019, a OMS trabalhará com parceiros para revitalizar e fortalecer a atenção primária à saúde1 nos países e acompanhar os compromissos específicos assumidos na Declaração de Astana.

O medo da vacinação

A hesitação, relutância ou recusa em vacinar, apesar da disponibilidade de vacinas, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por vacinação. A vacinação é uma das formas mais econômicas de se evitar doenças — atualmente, previne-se 2 a 3 milhões de mortes por ano e outros 1,5 milhões poderiam ser evitados se a cobertura global de vacinação melhorasse.

O sarampo35, por exemplo, registrou um aumento de 30% nos casos em todo o mundo. As razões para esse aumento são complexas e nem todos esses casos se devem à hesitação vacinal. No entanto, alguns países que estavam perto de eliminar a doença tiveram um ressurgimento dessa patologia36.

As razões pelas quais as pessoas escolhem não vacinar são complexas; um grupo consultivo de vacinas da OMS identificou complacência, inconveniência no acesso a vacinas e falta de confiança como as principais razões subjacentes à hesitação. Os profissionais de saúde1, especialmente os das comunidades, continuam sendo os conselheiros e influenciadores mais confiáveis das tomadas de decisões sobre vacinação e devem ser apoiados para fornecer informações confiáveis sobre as vacinas.

Em 2019, a OMS aumentará o trabalho para eliminar o câncer8 do colo do útero37 em todo o mundo, aumentando a cobertura da vacina19 contra o HPV, entre outras intervenções. 2019 também pode ser o ano em que a transmissão do poliovírus selvagem será interrompida no Afeganistão e no Paquistão. No ano passado, menos de 30 casos foram registrados nos dois países. A OMS e seus parceiros estão empenhados em apoiar estes países na vacinação de todas as crianças para erradicar definitivamente esta doença incapacitante.

Leia mais sobre "Por que vacinar", "Papilomavirus Humano" e "Poliomielite38".

Dengue39

A dengue39, uma doença transmitida por mosquitos que causa sintomas40 semelhantes aos da gripe15 e pode ser letal, matando até 20% das pessoas com dengue39 grave, é uma ameaça crescente há décadas.

Um grande número de casos ocorre nas estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Agora, sua temporada nesses países está se estendendo significativamente (em 2018, Bangladesh registrou o maior número de mortes em quase duas décadas) e a doença está se espalhando para países menos tropicais e mais temperados como o Nepal, que tradicionalmente não via a doença.

Estima-se que 40% do mundo está em risco de dengue39 e existem cerca de 390 milhões de infecções23 por ano. A estratégia da OMS de controle da dengue39 visa reduzir as mortes em 50% até 2020.

Veja sobre "Cuidados e sintomas40 da dengue39" e "Tratamento da dengue39".

HIV41

O progresso feito contra o HIV41 tem sido enorme em termos de as pessoas fazerem a sorologia, fornecendo-lhes antirretrovirais (22 milhões estão em tratamento) e fornecendo acesso a medidas preventivas, como profilaxia pré-exposição42 (PrEP, que é quando pessoas em risco de HIV41 tomam antirretrovirais para prevenir a infecção28).

No entanto, a epidemia continua a se alastrar, com quase um milhão de pessoas a cada ano morrendo de HIV41/AIDS. Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção28 e cerca de 35 milhões de pessoas morreram. Hoje, cerca de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com o HIV41. Alcançar pessoas como profissionais do sexo, pessoas na prisão, homens que fazem sexo com homens ou transexuais é extremamente desafiador. Frequentemente, esses grupos são excluídos dos serviços de saúde1. Um grupo cada vez mais afetado pelo HIV41 são jovens e mulheres (com idades entre os 15 e os 24 anos), que estão particularmente em alto risco e representam 1 em cada 4 infecções23 pelo HIV41 na África Subsaariana, apesar de serem apenas 10% da população.

Este ano, a OMS trabalhará com os países para apoiar a introdução do auto teste, para que mais pessoas que vivem com o HIV41 conheçam seu estado e possam receber tratamento (ou medidas preventivas no caso de um resultado negativo). Uma atividade será atuar em novas orientações anunciadas em dezembro de 2018 pela OMS e pela International Labour Organization para apoiar empresas e organizações a oferecer auto testes de HIV41 no local de trabalho.

Saiba mais sobre "Infecção28 pelo HIV41" e "AIDS".

 

Fonte: World Health Organization (WHO), 2019

 

NEWS.MED.BR, 2019. WHO: dez ameaças à saúde global em 2019. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1333238/who+dez+ameacas+a+saude+global+em+2019.htm>. Acesso em: 20 fev. 2019.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
4 Microscópicos: 1. Relativo à microscopia ou a microscópio. 2. Que se realiza com o auxílio do microscópio. 3. Visível somente por meio do microscópio. 4. Muito pequeno, minúsculo.
5 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
6 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
7 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
8 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
9 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
10 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
11 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
12 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
13 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
14 Pandemia: É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de uma nova doença na população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou quando o agente dissemina facilmente e sustentavelmente entre humanos. Epidemia global.
15 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
16 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
17 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
18 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
19 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
20 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
21 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
22 Antimaláricos: Agentes usados no tratamento da malária. Geralmente são classificados com base na sua ação contra os plasmódios nas diferentes fases de seu ciclo de vida no homem. São exemplos, a cloroquina e a hidroxicloroquina.
23 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
25 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
26 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
27 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
28 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
29 Patogênico: 1. Relativo a patogenia, patogênese ou patogenesia. 2. Que provoca ou pode provocar, direta ou indiretamente, uma doença.
30 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
31 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
32 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
33 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
34 Negligência: Falta de cuidado; incúria. Falta de apuro, de atenção; desleixo, desmazelo. Falta de interesse, de motivação; indiferença, preguiça. Inobservância e descuido na execução de ato.
35 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
36 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
37 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
38 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
39 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
40 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
41 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
42 Profilaxia pré-exposição: É uma maneira de as pessoas que não têm o HIV, mas que estão em risco de adquiri-lo, evitarem de contrair o HIV tomando um único comprimido (geralmente uma combinação de dois antirretrovirais) todos os dias. Esta preparação, quando feita de forma consistente, tem demonstrado reduzir o risco de infecção por HIV em indivíduos que estão em risco elevado, mais alto que 92%. Esta forma de prevenção é muito menos eficaz se não for tomada de forma consistente.
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