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Complicações intravasculares do cateterismo venoso central dependem do local de inserção do cateter

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Três pontos anatômicos são comumente usados para inserir cateteres venosos centrais, mas a inserção em cada local tem diferentes potenciais de complicações.

Neste estudo multicêntrico, publicado pelo The New England Journal of Medicine (NEJM), foram aleatoriamente designados pacientes adultos em unidade de terapia intensiva1 (UTI) para cateterismo2 venoso central não tunelizado na veia subclávia, jugular ou femoral. O desfecho primário foi um composto de infecção3 da corrente sanguínea relacionada ao cateter e trombose venosa profunda4 sintomática5.

Concluiu-se que, na população estudada, o cateterismo2 da veia subclávia foi associado a um menor risco de infecção3 da corrente sanguínea e trombose6 sintomática5 e um maior risco de pneumotórax7 do que o cateterismo2 da veia jugular ou da veia femoral8.

Fonte: NEJM, de 24 de setembro de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Complicações intravasculares do cateterismo venoso central dependem do local de inserção do cateter. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/804649/complicacoes-intravasculares-do-cateterismo-venoso-central-dependem-do-local-de-insercao-do-cateter.htm>. Acesso em: 6 dez. 2019.

Complementos

1 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
2 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
3 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
5 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
6 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
7 Pneumotórax: Presença de ar na cavidade pleural. Como o pulmão mantém sua forma em virtude da pressão negativa existente entre a parede torácica e a pleura, a presença de pneumotórax produz o colapso pulmonar, podendo levar à insuficiência respiratória aguda. Suas causas são traumáticas (ferida perfurante no tórax, aumento brusco da pressão nas vias aéreas), pós-operatórias ou, em certas ocasiões, pode ser espontâneo.
8 Veia Femoral: Veia que acompanha a artéria femoral dividindo a mesma bainha. É continuação da veia poplítea e continua-se como veia ilíaca externa.
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