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A bactéria1 Escherichia coli geneticamente modificada converteu uma garrafa plástica deteriorada no ingrediente ativo de analgésicos2 como Tylenol, o paracetamol ou acetaminofeno, relataram cientistas em um artigo publicado na revista Nature Chemistry. A descoberta destaca o potencial para síntese sustentável de paracetamol. A abordagem pode ajudar a reduzir a poluição plástica e a dependência dos combustíveis fósseis, que são usados atualmente para fabricar esse medicamento onipresente.
1 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
2 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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Pesquisadores desenvolveram bactérias intestinais geneticamente modificadas que podem decompor os compostos que contribuem para a formação de cálculos renais, além de conseguirem prosperar no competitivo microbioma1 intestinal. Adaptar bactérias para modificar o microbioma1 intestinal dessa forma pode ir além do tratamento de cálculos renais e levar a novos tratamentos para uma série de condições, incluindo doença inflamatória intestinal e câncer2 de cólon3. As descobertas foram publicadas na revista Science.
1 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Cólon:
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Oito crianças parecem ter sido protegidas de doenças genéticas graves após terem nascido usando o DNA de três pessoas. O procedimento envolveu a substituição de mitocôndrias1 defeituosas de suas mães por aquelas de uma doadora. Cerca de 1 em 5.000 pessoas tem mitocôndrias1 defeituosas. As mitocôndrias1 normalmente fornecem energia às células2 e são herdadas apenas de nossas mães. Esses defeitos são causados por mutações genéticas que podem levar a problemas como cegueira, convulsões e, em casos extremos, morte. Os pesquisadores relataram essa via de cuidados reprodutivos para doença do DNA mitocondrial em estudo publicado no The New England Journal of Medicine.
1 Mitocôndrias: Organelas semi-autônomas que se auto-reproduzem, encontradas na maioria do citoplasma de todas as células, mas não de todos os eucariotos. Cada mitocôndria é envolvida por uma membrana dupla limitante. A membrana interna é altamente invaginada e suas projeções são denominadas cristas. As mitocôndrias são os locais das reações de fosforilação oxidativa, que resultam na formação de ATP. Elas contêm RIBOSSOMOS característicos, RNA DE TRANSFERÊNCIA, AMINOACIL-T RNA SINTASES e fatores de alongação e terminação. A mitocôndria depende dos genes contidos no núcleo das células no qual se encontram muitos RNAs mensageiros essenciais (RNA MENSAGEIRO). Acredita-se que a mitocôndria tenha se originado a partir de bactérias aeróbicas que estabeleceram uma relação simbiótica com os protoeucariotos primitivos.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
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Pesquisadores de Stanford desenvolveram uma nova técnica para remover coágulos sanguíneos, chamada trombectomia milli-spinner, que apresentou mais que o dobro de eficácia em relação às técnicas atuais. O dispositivo desenvolvido utiliza forças induzidas por rotação para modificar mecanicamente a microestrutura do coágulo1 sanguíneo, reduzindo seu volume em até 95% para uma remoção rápida e segura. Ao densificar a rede de fibrina2 do coágulo1 e liberar hemácias3, ele oferece uma nova estratégia para aumentar as taxas de sucesso em tratamentos de bloqueios por coágulos sanguíneos, como no AVC.
1 Coágulo: 1. Em fisiologia, é uma massa semissólida de sangue ou de linfa. 2. Substância ou produto que promove a coagulação do leite.
2 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
3 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
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Um modelo computacional que possa projetar rapidamente uma rede de vasos sanguíneos1 para qualquer órgão impresso em 3D pode nos levar um passo mais perto do transplante de fígados, rins2 ou corações artificiais sem a necessidade de um doador. Agora, em um estudo publicado na revista Science, pesquisadores construíram um modelo computacional que pode projetar essas redes para qualquer órgão com base em uma lei matemática que descreve como os vasos sanguíneos1 se ramificam em vasos menores no corpo.
1 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
2 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
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Idosos em uso de agonistas do receptor de GLP-1, principalmente semaglutida (Rybelsus, Ozempic, Wegovy), apresentaram um pequeno aumento no risco de desenvolver degeneração macular1 relacionada à idade neovascular (DMRIn), de acordo com um estudo publicado no JAMA Ophthalmology. Embora os riscos absolutos de DMRIn tenham sido pequenos no estudo (0,2% versus 0,1% em não usuários) é importante lembrar que a DMRIn é uma condição com profundas implicações para a visão2 e a qualidade de vida.
1 Degeneração macular: A degeneração macular destrói gradualmente a visão central, afetando a mácula, parte do olho que permite enxergar detalhes finos necessários para realizar tarefas diárias tais como ler e dirigir. Existem duas formas - úmida e seca. Na forma úmida, há crescimento anormal de vasos sanguíneos no fundo do olho, podendo extravasar fluidos que prejudicam a visão central. Na forma seca, que é a mais comum e menos grave, há acúmulo de resíduos do metabolismo celular da retina, aliado a graus variáveis de atrofia do tecido retiniano, causando uma perda visual central, de progressão lenta, podendo dificultar a realização de algumas atividades como ler e escrever ou a identificação de traços de fisionomia.
2 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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Uma única infusão de um tratamento à base de células-tronco1 pode ter curado 10 de 12 pessoas com a forma mais grave de diabetes tipo 12. Um ano depois, esses 10 pacientes não precisam mais de insulina3. Os outros dois pacientes precisam de doses muito menores. O tratamento experimental, chamado zimislecel, envolve células-tronco1 que os cientistas estimularam a se transformarem em células das ilhotas pancreáticas4, que regulam os níveis de glicose5 no sangue6. O estudo foi publicado pelo The New England Journal of Medicine.
1 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
4 Células das Ilhotas Pancreáticas: Estruturas microscópicas irregulares constituídas por cordões de células endócrinas espalhadas pelo PÂNCREAS entre os ácinos exócrinos. Cada ilhota é circundada por fibras de tecido conjuntivo e penetrada por uma rede de capilares. Há quatro tipos principais de células. As células beta, mais abundantes (50-80 por cento) secretam INSULINA. As células alfa (5-20 por cento) secretam GLUCAGON. As células PP (10-35 por cento) secretam o POLIPEPTÍDEO PANCREÁTICO. As células delta (aproximadamente 5 por cento) secretam SOMATOSTATINA.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
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De acordo com um estudo de coorte1 pareado de base populacional canadense, publicado no JAMA Network Open, sobreviventes de câncer2 infantil apresentaram um risco ajustado duas vezes maior de doença renal3 crônica ou hipertensão arterial4 em comparação com uma coorte5 de crianças hospitalizadas e um risco ajustado quatro vezes maior em comparação com uma coorte5 da população pediátrica em geral.
1 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
4 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
5 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
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Pessoas que reduzem o excesso de peso na meia-idade podem reduzir aproximadamente pela metade o risco de desenvolver doenças crônicas mais tarde. Essa é a conclusão de três estudos de longo prazo, cujos resultados foram baseados em mais de 23.000 participantes. As descobertas foram publicadas no JAMA Network Open. Um ponto de destaque é que esses resultados foram alcançados sem injeções para perda de peso ou intervenções cirúrgicas.   [Mais...]
Pesquisadores desenvolveram uma interface cérebro1-computador experimental que promete restaurar a voz de pessoas que perderam a capacidade de falar devido a condições neurológicas. Em um estudo publicado na revista Nature, foi demonstrado como essa nova tecnologia pode traduzir instantaneamente a atividade cerebral em voz enquanto uma pessoa tenta falar, criando efetivamente um trato vocal digital. O sistema permitiu que o participante do estudo, portador de esclerose2 lateral amiotrófica (ELA), falasse com sua família por meio de um computador em tempo real, mudasse sua entonação e cantasse melodias simples.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
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