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Novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Sheffield

quinta-feira, 6 de junho de 2019
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Novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Sheffield

A resistência antimicrobiana já é responsável por 25.000 mortes na União Europeia todos os anos. Esta pesquisa pode abrir caminho para um novo tratamento de superbactérias que ameaçam a vida.

Um novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por cientistas da Universidade de Sheffield e do Science and Technology Facilities Council (STFC).

A equipe, liderada pelo professor Jim Thomas, do Departamento de Química da Universidade de Sheffield, está testando novos compostos desenvolvidos por sua aluna de doutorado Kirsty Smitten sobre as bactérias gram-negativas resistentes a antibióticos, incluindo a E. coli patogênica.

Cepas de bactérias gram-negativas podem causar infecções, incluindo pneumonia, infecções do trato urinário e infecções da corrente sanguínea. Elas são difíceis de tratar, pois a parede celular das bactérias evita que as drogas entrem no microrganismo.

A menos que a ameaça da resistência antimicrobiana emergente rapidamente seja controlada, estima-se que em 2050 mais de 10 milhões de pessoas poderiam morrer todos os anos devido a infecções resistentes aos antibióticos.

Os médicos não tiveram disponível um novo tratamento para as bactérias gram-negativas nos últimos 50 anos, e nenhuma droga potencial entrou em ensaios clínicos desde 2010.

O novo composto de drogas tem uma série de oportunidades interessantes. Como o professor Jim Thomas explica: "Como o composto é luminescente, ele brilha quando exposto à luz. Isso significa que a absorção e o efeito sobre as bactérias podem ser seguidos pelas técnicas avançadas de microscópio disponíveis na Central Laser Facility (CLF) do STFC.

"Este avanço pode levar a novos tratamentos vitais contra superbactérias que ameaçam a vida e pode ser uma nova solução para o crescente risco representado pela resistência antimicrobiana".

Os estudos em Sheffield e na CLF mostraram que o novo composto possui vários modos de ação, tornando mais difícil a resistência emergir nas bactérias. O próximo passo da pesquisa será testá-lo contra outras bactérias multirresistentes.

Em um relatório recente sobre patógenos resistentes aos antimicrobianos, a Organização Mundial da Saúde colocou várias bactérias gram-negativas no topo da sua lista, afirmando que novos tratamentos para essas bactérias eram "Priority 1 Critical" porque elas causam infecções com altas taxas de mortalidade, tornam-se rapidamente resistentes a todos os tratamentos disponíveis e são frequentemente identificadas em infecções hospitalares.

A pesquisa, publicada na revista ACS Nano, descreve o novo composto que mata E. coli gram-negativa, incluindo um agente patogênico resistente a múltiplos fármacos dito ser responsável por milhões de infecções resistentes a antibióticos em todo o mundo por ano.

Leia sobre "Infecção hospitalar", "Septicemia" e "Usos e abusos dos antibióticos".

 

Fonte: The University of Sheffield, em 28 de maio de 2019.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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