Tekturna: FDA aprova novo medicamento para tratamento da hipertensão arterial que inibe a renina
O Food and Drug Administration aprovou, em 6 de março de 2007, um novo medicamento para o tratamento da hipertensão arterial1, o Tekturna, princípio ativo aliskiren. É a primeira medicação para a hipertensão arterial1 que inibe a renina, uma enzima2 renal3 associada à regulação da pressão arterial. Diferente dos outros medicamentos existentes, que agem nos estágios finais da regulação, ele age no início do processo de regulação da pressão arterial.
Conhecida como "inimiga silenciosa da saúde" por não apresentar sintomas4 enquanto causa danos ao organismo, a pressão alta, ou hipertensão arterial1, afeta milhões de pessoas em todo o mundo e contribui para o aumento do risco de ocorrência de derrame5 cerebral, infarto do miocárdio6, insuficiência renal7, insuficiência cardíaca8 e morte.
Estudos com mais de 2000 pacientes com hipertensão9 leve e moderada mostraram a eficácia do Tekturna em reduzir a pressão arterial. O efeito foi mantido por mais de um ano. O Tekturna foi eficaz para todos os grupos étnicos, mas os africanos tenderam a ter uma redução menor dos níveis pressóricos do que caucasianos e asiáticos, o que já é esperado que ocorra em relação aos medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, um componente de regulação da pressão arterial.
Quando usado em associação com a hidroclorotiazida, um diurético10, o Tekturna mostrou maiores reduções na pressão arterial.
A segurança de uso do Tekturna foi avaliada em mais de 6460 pacientes, incluindo 1740 pacientes que já recebiam a medicação por mais de 6 meses e 1250 por mais de um ano. Os efeitos colaterais observados foram leves e incluíram diarréia11 em 2% dos pacientes comparados com este relato em 1% dos pacientes que recebram placebo. Raramente foi observada reação alérgica12 com edema13 de face, lábios e língua, e dificuldade para respirar, como já havia sido observada para outros medicamentos que agem no sistema renina-angiotensina.
O Tekturna não pode ser usado durante a gravidez14 pela possibilidade de causar danos ou morte fetal.
O novo medicamento é fabricado pela Novartis Pharmaceuticals Corp.
Fonte: Food and Drug Administration