quinta-feira, 29 de março de 2007 - Atualizado em quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

OMS e Unaids recomendam a circuncisão masculina como forma de prevenir a infecção por HIV, principalmente em países africanos

Avalie esta notícia
+1 Circuncisão é uma das maneiras de reduzir o risco de infecção1 masculina pelo HIV2. Pesquisas científicas recentes mostraram que a remoção do prepúcio facilita a higiene do pênis e pode reduzir a menos da metade a vulnerabilidade dos heterossexuais à doença, já que as células do prepúcio são particularmente suscetíveis à contaminação pelo HIV2. É o que atestam especialistas reunidos pela Organização Mundial da Saúde ao analisar testes feitos no Quênia, em Uganda e na África do Sul. A circuncisão masculina acarretará um benefício pessoal imediato e, após vários anos, terá impacto na epidemia mundial.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.

Dada a necessidade de redução do número de novos casos do HIV1 em todo o mundo, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Unaids (agência criada pela ONU para tratar exclusivamente da síndrome2 da imunodeficiência3 adquirida) convocaram uma reunião de especialistas, realizada em março na Suíça, para determinar se a recomendação de circuncisão masculina é uma medida de prevenção da infecção4 por HIV1.

A conclusão é que a circuncisão masculina acarretará um benefício pessoal imediato e, após vários anos, terá impacto na epidemia mundial. Este representa um importante avanço na prevenção da infecção4 por HIV1/AIDS em países com taxas elevadas de infecção4 heterossexual por HIV1. É o que mostraram três estudos controlados realizados no Quênia, Uganda e África do Sul, pelos quais concluiu-se que a circuncisão masculina reduz em aproximadamente 60% o risco de infecção4 masculina adquirida por via heterossexual.

A circuncisão deve sempre fazer parte de um conjunto de medidas de prevenção, como exames de detecção do vírus5, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, promoção de práticas sexuais seguras e distribuição e incentivo ao uso correto de preservativos masculinos e femininos. O esclarecimento dos homens e suas parceiras é fundamental para que não se crie a falsa sensação de segurança, que pode levar a um comportamento de risco, o qual poderia anular a proteção conferida pela circuncisão masculina.

Em geral, a circuncisão masculina traz poucos riscos, mas que podem ser graves se realizada por profissionais não habilitados, em locais com pouca higiene ou com instrumentos cirúrgicos inadequados. Todos os países devem primar pela realização de circuncisão observando plenamente os princípios da ética médica e dos direitos humanos.

Fonte: Organização das Nações Unidas

NEWS.MED.BR, 2007. OMS e Unaids recomendam a circuncisão masculina como forma de prevenir a infecção por HIV, principalmente em países africanos. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/11006/oms-e-unaids-recomendam-a-circuncisao-masculina-como-forma-de-prevenir-a-infeccao-por-hiv-principalmente-em-paises-africanos.htm>. Acesso em: 17 mai. 2012.