Medicação antitumoral mostra resultados promissores para a doença de Alzheimer em experiência com cobaias, publicado pela Science
A terapêutica com o bexaroteno, substância usada no tratamento de alguns tipos de linfomas, mostrou sucesso na redução das placas de substância beta amiloide em camundongos com doença de Alzheimer1. O estudo, desenvolvido na Faculdade de Medicina de Case Western, pode ser uma esperança para o tratamento futuro da doença.
O tratamento direcionado à enzima2 apolipoproteína E (ApoE) diminuiu rapidamente a proteína beta amiloide em ratos de laboratório. A doença de Alzheimer1 está associada a uma deficiência de depuração desta proteína no cérebro, um processo normalmente facilitado pela ApoE. A expressão da ApoE é transcricionalmente induzida pela ação de receptores ativados por proliferadores de peroxissoma gama (PPARγ) e receptores hepáticos X (LXR) em coordenação com os receptores retinoides X (RXR).
A administração oral do agonista do RXR, o bexaroteno, para cobaias com propensão ao desenvolvimento da doença de Alzheimer1, resultou na depuração forçada de proteína beta amiloide solúvel e de maneira dependente da ApoE. A área da placa de substância beta amiloide foi reduzida em mais de 50% dentro de apenas 72 horas. Além disso, o bexaroteno estimulou a recuperação de déficits cognitivos3, sociais e olfativos e melhorou o desempenho do circuito neural.
Fonte: Science - publicação online, de 9 de fevereiro de 2012