Anvisa aprova o Tarceva, novo medicamento contra câncer de pulmão
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso no Brasil do medicamento cloridrato de erlotinibe (Tarceva) para o tratamento de câncer1 de pulmão2 avançado.
A aprovação é baseada nos resultados dos estudos que mostraram que os pacientes que receberam Tarceva (cloridrato de erlotinibe) tiveram um aumento na sobrevida mediana de 42% quando comparado àqueles que receberam placebo.
O Tarceva não é considerado um quimioterápico [1] e tem poucos efeitos colaterais, mas pode provocar diarréia3 e acnes em alguns casos. Sua dosagem é oral e na forma de comprimidos.
O câncer1 de pulmão2 apresenta um aumento de 2% na incidência4 mundial a cada ano. Em 90% dos casos a doença está associada ao consumo de derivados de tabaco, principalmente o cigarro. Os principais sintomas5 deste tipo de câncer1 são tosse, dor no tórax6, escarros com sangue7, falta de ar e pneumonite8 (brônquio9).
[1] Aqui não consideramos o Tarceva um quimioterápico de acordo com as definições abaixo:
O que é quimioterapia10?
É o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer1, a quimioterapia10 é chamada de quimioterapia10 antineoplásica ou quimioterapia10 antiblástica.
Informações adicionais em:
Instituto Nacional de Câncer1
O que é terapia-alvo11?
A Terapia Alvo Molecular em Câncer1 (“Molecular Targeted Therapy of Cancer”) é baseada em substâncias que combatem principalmente as células doentes (tumorais), preservando durante um tempo as células sadias. Elas inibem um dos receptores responsáveis pela multiplicação da célula12 tumoral. A indicação, como todos os remédios de terapia-alvo11, é para pacientes13 com a doença em fase avançada. Ou seja, quando a doença não responde à quimioterapia10.
Essa forma de tratamento utiliza:
- Vacinas que estimulam as células a se defenderem do câncer1.
- Drogas antiangiogênicas, que não permitem o crescimento de novas artérias e veias14 necessárias para alimentar o tumor15.
- Anticorpos16 monoclonais, que são substâncias criadas com material humano, associados ou não a componentes murinos (animais de laboratório, criados especialmente para esse fim). Eles são capazes de agredir apenas a célula12 tumoral, desde que ela apresente um antígeno específico, que vai atrair o anticorpo17 e promover uma ligação tipo chave – fechadura, que uma vez estabelecida, promove a destruição irreversível da célula12 tumoral.
Como quaisquer outros medicamentos, essas substâncias não são isentas de efeitos colaterais. Ao contrário, alguns até impedem a continuidade do seu uso, têm limites na sua indicação e também podem gerar resistência, selecionando células que são imunes aos seus efeitos.
Informações adicionais em:
Oncoguia
Notícia relacionada:
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Fonte da notícia: Anvisa