sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Novos medicamentos - quarta-feira, 14 de julho de 2010
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FDA avalia novo medicamento para obesidade, o QNEXA®CR

Amanhã, 15 de julho, o Food and Drug Administration (FDA) reunirá os membros e consultores do Comitê de Consulta em Medicamentos Endocrinológicos e Metabólicos para avaliar a eficácia e a segurança de um novo medicamento para emagrecimento, o QNEXA®CR, que associa a fentermina ao topiramato.

QNEXA®CR (controlled release), desenvolvido pela VIVUS Inc., da cidade de Mountain View, na Califórnia, será avaliado pelo comitê do FDA. Se aprovado, será recomendado a pacientes obesos com índice de massa corporal1 (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² ou pacientes com sobrepeso2 (IMC maior ou igual a 27 kg/m²) que tenham comorbidades associadas como hipertensão arterial3, diabetes tipo 24, dislipidemia e obesidade5 central (obesidade5 abdominal). As indicações são a perda de peso e a manutenção da perda de peso quando a medicação é usada em conjunto com modificações na dieta e a prática regular de exercícios físicos.

A cápsula consta de uma nova combinação de baixas doses de um tipo de anfetamina, a fentermina (1/8 a 1/2 das doses do mercado) e de um anticonvulsivante, o topiramato (1/16 a 1/4 das doses do mercado). Ambas são drogas já aprovadas nos Estados Unidos, mas precisam da avaliação e liberação do FDA para serem comercializadas em associação. A monoterapia com fentermina é aprovada para uso de curto prazo no tratamento da obesidade5 desde 1959 e o topiramato foi aprovado, em 1996, como monoterapia para o tratamento das convulsões e, em 2004, para uso na profilaxia das enxaquecas6.

A fentermina é um estimulante central que provoca um efeito anorético pela liberação de catecolaminas, como a norepinefrina (também conhecida como noradrenalina) no hipotálamo. Já o topiramato diminui a motilidade gastrointestinal, aumentando a saciedade. Ambos são bons medicamentos quando usados sob orientação médica, mas que podem trazer efeitos colaterais importantes que precisam ser avaliados.

As primeiras análises do QNEXA®CR mostraram como principais efeitos adversos provenientes do tratamento: parestesia7 (17%), boca seca (16,6%), constipação8 (15,1%), infecções do trato respiratório superior (13,5%), nasofaringite (10%) e dor de cabeça (9,8%). Algumas desordens cognitivas como déficit de atenção e memória também foram observadas.

O medicamento estará disponível em três diferentes dosagens caso seja aprovado. Baixa dose (3,75 mg de fentermina/23 mg de topiramato), dose média (7,5 mg de fentermina/46 mg de topiramato) ou dose alta (15 mg de fentermina/92 mg de topiramato).

Fonte: FDA

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Complementos

15/07/2010 - Complemento feito por marcos samuel paiva lamorea
Re: FDA avalia novo medicamento para obesidade, o QNEXA®CR
Como qualquer medicamento antes de entrar no mercado, passa por fases de testes, que vão de ensaios "in vitro", até a obtenção de dados in vivo em grupos de pacientes-são chamadas fases pré liberação para uso comercial, porém há uma quarta fase, onde se coleta dados após a comercialização,quando o novo medicamento está sendo efetivamente usado,é quando a população de usuários aumenta, bem como sua heterogeneidade, onde se subentende que as variações genéticas possuem uma importância a ser estudada, quanto a metabolização deste fármaco,Quanto mais tempo um fármaco está no mercado, maiores são os dados colhidos a respeito deste, então seria prematuro dizer que um medicamento realmente apresenta melhores resultados se comparados a outros existentes.O certo é que os pacientes sigam as dietas recomendadas, pratiquem exercícios sob orientação especializada, e continuem com seus medicamentos-apenas o tempo poderá dizer se algum medicamento é efetivamente melhor no controle de qualquer doença lembrando que na quarta fase ou de comercialização, é que realmente se pode descrever as REAÇÕES ADVERSAS,Alguns medicamentos que já estão no mercado, sabemos o suficiente para calcular os riscos de seu uso e os benefícios para a saúde.O USO DE MEDICAMENTOS DEVE SEGUIR UM RACIOCÍNIO QUE AVALIA RISCOS E BENEFÍCIOS.

Glossário

1 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não.
Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
2 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
3 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
6 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino.
Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
7 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
8 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
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