quarta-feira, 10 de março de 2010

Medical Journal - sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 - 11:30
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Avanços no câncer gastrointestinal: detecção precoce de tumores colorretais e pancreáticos, e variação genética que determina agressividade de neoplasia gástrica, são as novidades

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Exame de sangue1 que detecta precocemente o câncer2 colorretal e os adenomas, desenvolvimento de teste para detecção precoce do câncer2 pancreático, identificação de variação genética hereditária que determina agressividade do câncer2 gástrico e a terapia adjuvante com XELOX que retarda a progressão do câncer2 de cólon em todas as idades, incluindo aqueles com mais de 70 anos, são as novidades que serão apresentadas no 7° Simpósio Anual Sobre Câncer2 Gastrointestinal (The Seventh Annual Gastrointestinal Cancers Symposium) que está acontecendo em Orlando de 22 a 24 de janeiro de 2010.

Os quatro principais estudos divulgados até o momento foram:

  • Exame de sangue1 que detecta precocemente o câncer2 colorretal e os adenomas: novo exame de sangue1 para detectar os níveis sanguíneos da proteína CD24 tem sensibilidade e especificidade de mais de 90% para a detecção do câncer2 colorretal e mais de 80% de acurácia em detectar lesões pré-cancerosas, conhecidas como adenomas. Este exame vai ser útil para identificar pacientes que se beneficiarão de uma colonoscopia3.
  • Desenvolvimento de teste para detecção precoce do câncer2 pancreático: pesquisadores prometem um imunoensaio que detecta o câncer2 pancreático precocemente e com alto grau de acurácia. O ensaio identifica e quantifica os níveis sanguíneos da proteína PAM4 – antígeno único presente em quase 90% dos casos de câncer2 de pâncreas4 e pré-câncer2. A neoplasia5 maligna de pâncreas4 é tipicamente diagnosticada em estágios tardios, quando é mais difícil tratá-la.
  • Identificação de variação genética hereditária que determina agressividade do câncer2 gástrico: pela primeira vez os pesquisadores relataram esta variação genética, localizada no gene CD44, que está ligada ao risco aumentado de recorrência do câncer2 de estômago6 (câncer2 gástrico).
  • Quimioterapia7 adjuvante com XELOX retarda a progressão do câncer2 de cólon em todas as idades, incluindo pessoas com mais de 70 anos: tratamento adjuvante (pós-cirúrgico) com capecitabina e oxaliplatina (XELOX) é mais efetivo que o padrão 5-fluoracil e leucovorin (5FU/LV) para retardar a progressão do estágio III do tumor8 de cólon entre pacientes de todas as idades.

Os tumores gastrointestinais incluem aqueles no cólon (intestino grosso9), reto, estômago6, pâncreas4, esôfago10, intestino delgado11, ânus e outros órgãos do sistema digestivo12.

Fonte consultada:
American Society of Clinical Oncology

Complementos

25/01/2010 12:09 - Complemento feito por Dr. Luiz Henrique Amarante
Re: Avanços no câncer gastrointestinal: detecção precoce de tumores colorretais e pancreáticos, e variação genética que determina agressividade de neoplasia gástrica, são as novidades
Os tumores do sistema digestório estão entre os de maior incidência no Brasil e no mundo e, como em qualquer câncer, o sucesso do tratamento e até mesmo a cura total da doença depende, principalmente, de um diagnóstico precoce. Sabemos que tumores de até 1 grama podem ser quase que totalmente destruídos (99%) em um único ciclo de quimioterapia. Entretanto, quando o tumor atinge 100g, a quimioterapia já é ineficaz, na maior parte dos casos.
Desta forma, o desenvolvimento de métodos de diagnóstico laboratorial que permitem a detecção de marcadores bioquímicos ou genéticos, mesmo antes de o tumor poder ser visualizado pelos métodos de radioimagem, são de grande importância para que se inicie, também de forma precoce, a quimioterapia e/ou outros procedimentos, o que nos permite utilizar fármacos antineoplásicos menos agressivos ao paciente e com maior eficiência.

Glossário

1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular, capaz de invadir outros órgãos a nível local ou à distância (metástases).
3 Colonoscopia: Estudo endoscópico do intestino grosso, no qual o colonoscópio é introduzido pelo ânus.
4 Pâncreas: É uma glândula do aparelho digestivo e endócrino, localizada na parte superior do abdome, atrás do estômago. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático que contém enzimas digestivas), quanto endócrino (produzindo hormônios importantes como insulina, glucagon e somatostatina). É dividido em três partes: a cabeça (lado direito), o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).
5 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
6 Estômago: O estômago é o órgão situado logo abaixo do diafragma, mais precisamente entre o esôfago e o duodeno. Ele tem a função de armazenar por pequeno período os alimentos, para que possam ser misturados ao suco gástrico e digeridos.
7 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
8 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
9 Intestino grosso: O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus. Ele tem um papel importante na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal), de alguns nutrientes e certas vitaminas. Mede cerca de 1,5 m de comprimento.
10 Esôfago: O esôfago é um tubo músculo-membranoso, longo e delgado, que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares.
11 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo.
A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
12 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.

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