sábado, 4 de fevereiro de 2012

Medical Journal - sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 - Atualizado em sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Atalho: 590LB2G
Avalie esta notícia

Avanços no câncer gastrointestinal: detecção precoce de tumores colorretais e pancreáticos, e variação genética que determina agressividade de neoplasia gástrica, são as novidades

A+ A- Alterar tamanho da letra

Exame de sangue1 que detecta precocemente o câncer2 colorretal e os adenomas, desenvolvimento de teste para detecção precoce do câncer2 pancreático, identificação de variação genética hereditária que determina agressividade do câncer2 gástrico e a terapia adjuvante com XELOX que retarda a progressão do câncer2 de cólon em todas as idades, incluindo aqueles com mais de 70 anos, são as novidades que serão apresentadas no 7° Simpósio Anual Sobre Câncer2 Gastrointestinal (The Seventh Annual Gastrointestinal Cancers Symposium) que está acontecendo em Orlando de 22 a 24 de janeiro de 2010.

Os quatro principais estudos divulgados até o momento foram:

  • Exame de sangue1 que detecta precocemente o câncer2 colorretal e os adenomas: novo exame de sangue1 para detectar os níveis sanguíneos da proteína CD24 tem sensibilidade e especificidade de mais de 90% para a detecção do câncer2 colorretal e mais de 80% de acurácia em detectar lesões pré-cancerosas, conhecidas como adenomas. Este exame vai ser útil para identificar pacientes que se beneficiarão de uma colonoscopia3.
  • Desenvolvimento de teste para detecção precoce do câncer2 pancreático: pesquisadores prometem um imunoensaio que detecta o câncer2 pancreático precocemente e com alto grau de acurácia. O ensaio identifica e quantifica os níveis sanguíneos da proteína PAM4 – antígeno único presente em quase 90% dos casos de câncer2 de pâncreas4 e pré-câncer2. A neoplasia5 maligna de pâncreas4 é tipicamente diagnosticada em estágios tardios, quando é mais difícil tratá-la.
  • Identificação de variação genética hereditária que determina agressividade do câncer2 gástrico: pela primeira vez os pesquisadores relataram esta variação genética, localizada no gene CD44, que está ligada ao risco aumentado de recorrência do câncer2 de estômago6 (câncer2 gástrico).
  • Quimioterapia7 adjuvante com XELOX retarda a progressão do câncer2 de cólon em todas as idades, incluindo pessoas com mais de 70 anos: tratamento adjuvante (pós-cirúrgico) com capecitabina e oxaliplatina (XELOX) é mais efetivo que o padrão 5-fluoracil e leucovorin (5FU/LV) para retardar a progressão do estágio III do tumor8 de cólon entre pacientes de todas as idades.

Os tumores gastrointestinais incluem aqueles no cólon (intestino grosso9), reto10, estômago6, pâncreas4, esôfago11, intestino delgado12, ânus e outros órgãos do sistema digestivo13.

Fonte consultada:
American Society of Clinical Oncology

NEWS.MED.BR, 2010. Avanços no câncer gastrointestinal: detecção precoce de tumores colorretais e pancreáticos, e variação genética que determina agressividade de neoplasia gástrica, são as novidades. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/54130/avancos+no+cancer+gastrointestinal.htm>. Acesso em: 4 fev. 2012.

Complementos

25/01/2010 - Complemento feito por Dr. Luiz Henrique Amarante
Re: Avanços no câncer gastrointestinal: detecção precoce de tumores colorretais e pancreáticos, e variação genética que determina agressividade de neoplasia gástrica, são as novidades
Os tumores do sistema digestório estão entre os de maior incidência no Brasil e no mundo e, como em qualquer câncer, o sucesso do tratamento e até mesmo a cura total da doença depende, principalmente, de um diagnóstico precoce. Sabemos que tumores de até 1 grama podem ser quase que totalmente destruídos (99%) em um único ciclo de quimioterapia. Entretanto, quando o tumor atinge 100g, a quimioterapia já é ineficaz, na maior parte dos casos.
Desta forma, o desenvolvimento de métodos de diagnóstico laboratorial que permitem a detecção de marcadores bioquímicos ou genéticos, mesmo antes de o tumor poder ser visualizado pelos métodos de radioimagem, são de grande importância para que se inicie, também de forma precoce, a quimioterapia e/ou outros procedimentos, o que nos permite utilizar fármacos antineoplásicos menos agressivos ao paciente e com maior eficiência.

Glossário

1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Colonoscopia: Estudo endoscópico do intestino grosso, no qual o colonoscópio é introduzido pelo ânus.
4 Pâncreas:

Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).

5 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais freqüentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
6 Estômago:

Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.

7 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
8 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
9 Intestino grosso: O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus. Ele tem um papel importante na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal), de alguns nutrientes e certas vitaminas. Mede cerca de 1,5 m de comprimento.
10 Reto:

Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.

11 Esôfago:

Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.

12 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo.
A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
13 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
  • Login
  • Assinar
  • Convidar

Notícias no celular
 

news.med.br em RSS