Para pacientes - segunda-feira, 03 de março de 2008
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Apoio aos pacientes: Micoses superficiais - Como evitá-las?

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O que são micoses superficiais?


Também conhecidas como “tíneas” ou “tinhas”, são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas1 e os cabelos. Os fungos podem ser encontrados no solo, nos animais e até mesmo na nossa pele, convivendo "em harmonia" conosco, sem causar doença. Em condições favoráveis ao seu crescimento, estes organismos se reproduzem e causam doença, pois passam a consumir a queratina presente na superfície cutânea, nas unhas1 e nos cabelos. Calor, umidade, queda na imunidade2 ou uso de substâncias que alteram o equilíbrio da pele, como antibióticos sistêmicos usados por longo prazo, são ideais para a proliferação de fungos.


Quais as manifestações clínicas das micoses superficiais?


As manifestações clínicas de alguns dos tipos de micoses mais frequentes são:


Tínea do corpo ("impingem"): forma lesões arredondadas, que coçam. O início é um ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura.


Tínea da cabeça: forma áreas arredondadas de falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais (tonsurados). É muito contagiosa e é mais freqüente em crianças.

 

Tínea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés, podendo atingir as laterais dos pés.


Tínea interdigital ("frieira"): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés. Bastante freqüente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retêm a umidade. Também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão.


Tínea inguinal ("micose3 da virilha", "jererê"): forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem delimitadas, que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de coceira no local.


Micose3 das unhas1 (onicomicose4): pode apresentar-se com descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose3 atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia5 ("unheiro"). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.

 

Intertrigo6 candidiásico: provocado pela levedura Candida albicans. Forma área avermelhada e úmida que se expande por pontos satélites ao redor da região mais afetada e, geralmente, provoca muita coceira.

 

Pitiríase versicolor ("micose3 de praia, pano branco"): caracteriza-se por manchas claras recobertas por fina camada de descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele. Atinge principalmente áreas com maior produção de oleosidade como o tronco, a face, o pescoço e o couro cabeludo.


Tínea negra: manifesta-se pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés. É assintomática.


Piedra preta7: forma nódulos ou placas de cor escura grudados aos cabelos. É assintomática.


Piedra branca8: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pêlos. Atinge principalmente os pêlos pubianos, genitais e axilares e as lesões podem ser removidas com facilidade puxando-as em direção à ponta dos fios.


Qual o melhor tratamento para as micoses?


O tratamento deve ser orientado por um médico dermatologista e vai depender do tipo de micose3 que a pessoa apresenta. Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. Geralmente o tratamento das micoses é prolongado, variando de cerca de 15 dias a vários meses. As micoses das unhas1 dos pés são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.


Alguns cuidados gerais são:


- Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico9 correto da sua micose3, dificultando o tratamento.

- Não interrompa o tratamento assim que terminarem os sintomas10; pois o fungo11, nas camadas mais profundas da pele, pode resistir aos medicamentos usados, por isso a medicação deve ser usada pelo tempo indicado por seu médico.


Como evitar as micoses?

 

- Evite andar descalço, principalmente em pisos úmidos ou públicos – por exemplo, em lava-pés, vestiários, saunas e praias.

- Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, escovas, toalhas de banho ou de rosto, chapéus) de outras pessoas.

- Ao sair do banho, enxugue-se bem, principalmente entre os dedos e em regiões de dobras como axila, virilha, atrás das orelhas, etc.

- Prefira meias e roupas íntimas de algodão, pois as fibras sintéticas retêm o suor.

- Leve seu próprio alicate, lixa e tesoura quando for à manicure ou pedicure. Use lixas descartáveis e limpe os outros acessórios com freqüência.

- Procure não usar o mesmo sapato dois dias seguidos.

- Nunca use a mesma meia antes de lavá-la.

- Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo.

- Evite praias freqüentadas por cães e gatos.

- Evite o contato prolongado com água e sabão.

- Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure um veterinário.

- Evite mexer com a terra sem usar luvas.

- Dê preferência para o uso de calçados arejados e mais largos. Guarde-os em local ventilado.

- Evite roupas quentes e justas.

 

Fonte: Equipe Médica Centralx12

NEWS.MED.BR, 2008. Apoio aos pacientes: Micoses superficiais - Como evitá-las?. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/para-pacientes/14369/apoio+aos+pacientes+micoses+superfi.htm>. Acesso em: 4 fev. 2012.